Robert Sarah, Raymond Burke e Gerhard Müller aderem à tese dos lefebvrianos

Foto: Pixabay

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20 Julho 2021

 

Os líderes rigoristas se movem, e acusam o Papa Francisco de “condenar à extinção” as missas tridentinas.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 20-07-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Os ultras se movem contra a decisão do Papa de acabar com as missas em latim e de costas para o povo com o missal anterior ao Concílio. Alguns, sutilmente, como o caso do cardeal Sarah, até há dois meses responsável do Culto Divino da Santa Sé e, como tal, último defensor do rito tradicionalista, que utilizou em suas redes sociais frases soltas de Bento XVI para defender o Missal de São Pio V.

Outros, como o cardeal Burke, celebrando a missa ‘ad orientem poucos minutos depois do motu proprio papal. O mais rotundo, o ex-prefeito da Doutrina da Fé, Gerhard Müller, acusou Bergoglio de “condenar à extinção” as missas tridentinas.

Em um post publicado no site thecatholicthing.org, o cardeal alemão lamentou que a decisão papal pudesse provocar uma “campanha de destruição” contra as congregações do antigo rito. Para o ex-prefeito, o texto de Bergoglio é doente pois “falta argumentação teológica estrita” e sugere desobedecê-lo: “a autoridade papal não consiste em exigir a mera obediência e a submissão formal da vontade dos fiéis. É mais importante convencer os fiéis com a força do Espírito”.

Como fizeram anteriormente os lefebvrianos, Müller também contrapõe o fim das missas tradicionalistas com o Caminho Sinodal alemão que, em sua opinião, está “em aberta contradição com o Vaticano II”. “Apesar de tudo, o aparente entusiasmo pelo Papa Francisco, negam rotundamente a autoridade que Cristo lhe deu como sucessor de Pedro”, disse o cardeal, colocando como exemplo as bênçãos aos casais homossexuais na Alemanha.

 

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