Venezuela. Poderá o Papa Francisco se reunir com Maduro e Guaidó?

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14 Mai 2021

 

Francisco quer a paz na Venezuela. É um dos seus grandes objetivos internacionais, junto à luta contra o coronavírus, e depois da saída de Donald Trump da Casa Branca. E, agora, parece decidido a cumprir um antigo sonho de muitos: um encontro, cara-a-cara, entre Nicolás Maduro e Juan Guaidó, na presença do Santo Padre. Por mais difícil que seja, parece que agora é mais possível do que nunca.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 12-05-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Os encontros (não se pode falar, estritamente, de negociação), estão ocorrendo com suma cautela, quase na clandestinidade. Segundo adiantava a Agencia Nova, e pôde confirmar Religión Digital, o secretário de Estado, Pietro Parolin, havia previsto vários deles durante a visita que ia realizar no final de abril à Venezuela para presidir a beatificação do “médico dos pobres” José Gregório Hernández, porém que precisou ser cancelada pelas restrições pelo coronavírus.

Apesar do contratempo, a Santa Sé está fazendo movimentos que fazem pressagiar uma aproximação de ambas as partes. Depois de meses de conflitos, o próprio Maduro manteve um encontro com o núncio no país, Aldo Giordano; e com o cardeal Baltazar Porras, depois da cerimônia de beatificação.

 

Uma reunião de reconciliação

“Posso dizer que este encontro que tivemos hoje é um encontro de reconciliação, é um encontro de perdão”, sublinhou o líder chavista. “Agradeço ao cardeal Baltazar Porras, à Igreja Católica e ao Núncio Apostólico, mas sobretudo ao Papa Francisco, por ter dado este justo reconhecimento e dado este dom da fé e da espiritualidade ao nosso povo”, acrescentou Maduro.

Outro gesto, que passou despercebido e que conquistou os seguidores de Guaidó, foi a nomeação de Giordano como núncio junto à União Europeia, o que implica sua saída de Caracas e do centro do conflito. Nesta situação ganha força a posição de dom Porras, muito crítico do chavismo e que, nas últimas semanas, intensificou a sua agenda.

Embora a ausência de Parolin na Venezuela impedisse encontros diretos entre os protagonistas, estes poderiam estar ocorrendo, e os resultados dos mesmos poderiam ir diretamente para o Papa Francisco. O cardeal Porras, como RD pôde confirmar, está preparando uma viagem a Roma (via Madrid) para o final de maio, início de junho, dependendo da situação do visto devido à pandemia.

 

Que o Papa ouça Guaidó

Entre os objetivos da oposição a Maduro está que Francisco possa conhecer, em primeira mão, a opinião de Juan Guaidó diante da crise e do futuro democrático da Venezuela. Acontece que o Papa não conseguiu se encontrar ou falar diretamente com o líder da oposição venezuelana, que tem um apoio significativo na Cúria Jesuíta, a começar pelo atual superior-geral, Arturo Sosa, que trabalha ativamente para uma solução de diálogo.

Se a estratégia do Vaticano tiver sucesso, antes do encontro triplo (Maduro, Guaidó e Bergoglio, provavelmente em Roma, no estilo do que já aconteceu com os líderes israelenses e palestinos anos atrás), um diálogo prévio entre as partes teria que ocorrer. E é aí que pode surgir a maior dificuldade, já que os partidários da mudança de regime não confiam na palavra do sucessor de Hugo Chávez. Que, desta vez, parece haver uma mão para um acordo que, de qualquer modo, parece muito complicado. O que ninguém duvida é que, se alguém pode ajudar a aliviar a tensão na Venezuela, é o Papa Francisco.

 

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