Coronavírus Covid-19: Aumento de casos em Porto Velho. Dom Paloschi: “pacientes levados para outros estados, situação de partir o coração”

Pacientes vindos de Porto Velho desembarcaram no Aeroporto Salgado Filho e foram levados aos hospitais de Clínicas, Conceição e Vila Nova, na capital, e Hospital Universitário, de Canoas, na sexta-feira, 29/01/21. (Foto: Itamar Aguiar/Pálacio Piratini)

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

    O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

    LER MAIS
  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Fevereiro 2021

“A situação é muito difícil, as infecções estão aumentando e não há assistência médica adequada”. O alarme vem de Porto Velho, capital do estado de Rondônia, no centro-oeste brasileiro, ao sul da região amazônica. Foi lançado pelo arcebispo de Porto Velho, dom Roque Paloschi, que também é presidente do Conselho Indígena Missionário (Cimi) do Brasil. “Claro - continua o arcebispo, falando ao SIR - não estamos nas condições de Manaus e outras localizações amazônicas em relação à falta de oxigênio. Mas estamos enfrentando uma situação de partir o coração. O governo do estado está 'exportando', peço desculpas pela expressão, para outros estados, por enquanto para o Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, um grande número de doentes. Em perspectiva, a abertura de um hospital rural nos dará a oportunidade de atender algumas centenas de infectados”.

A reportagem é publicada por Agência SIR, 04-02-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Nesse ínterim, a Igreja toma todas as iniciativas possíveis: “Sempre nos lembramos do que Jesus disse aos apóstolos 'Dai-lhes de comer'. Através das paróquias, das redes comunitárias, da Caritas, existe um grande compromisso de proximidade com as famílias necessitadas. Também procuramos acolher os migrantes com as Caritas nacionais e internacionais. São principalmente venezuelanos, mas também pessoas de outros países e principalmente africanos. Depois, há a atenção aos indígenas que vivem em suas terras tradicionais, mas sobretudo aqueles que vivem em um contexto urbano, porque foram expulsos de suas terras. Além disso, a arquidiocese criou um centro para a higiene pessoal e com chuveiros, com uma grande presença de voluntários. Finalmente, a rádio diocesana faz campanha pelo respeito às regras de proteção e distanciamento. Nesta difícil situação, vemos a graça de Deus nos acompanhar”.

Muitos, segundo Dom Paloschi, são os limites na ação das autoridades: “O Governo não respeitou as prescrições da OMS, em segundo lugar não educou as pessoas para o uso de máscaras, para o distanciamento, para evitar festas e eventos desportivos. Um projeto de medicina preventiva estava ativo em locais periféricos, com a ajuda de médicos cubanos, mas foi desmontado. Está presente a ideia de um serviço de saúde sujeito à lógica econômica, nós o fragilizamos com os processos de privatizações, houve irresponsabilidade”.

Uma atitude, conclui o arcebispo, que também apareceu no início da campanha de vacinação: “O presidente subestimou o valor desta campanha, mantendo uma atitude de negacionismo e quase obrigando os médicos a usarem medicamentos inadequados, como a cloroquina. A situação é desanimadora, a campanha de vacinação começou lentamente, com um ritmo preocupante”.

Leia mais