Moçambique. Doação do Papa Francisco possibilita a construção de dois centros de saúde

Agências da ONU estão apoiando moradores da província de Cabo Delgado, em Moçambique. | Foto: PMA/Falume Bachir/ONU

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11 Dezembro 2020

Dois centros de saúde: essas são as estruturas que serão criadas graças à doação do Papa Francisco à Diocese de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, devastada em 2017 por uma insurreição liderada por um grupo que se autoproclamou filiado ao Estado Islâmico, que causou a morte de mais de 2.300 pessoas e o deslocamento de pelo menos 600.000 habitantes.

A reportagem é publicada por Agência Fides, 09-12-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“São dois centros de saúde, um em Chiúre, o distrito mais populoso de Cabo Delgado, e outro em Montepuez, no sudoeste da província, longe dos ataques dos rebeldes e um dos locais seguros que os deslocados internos em fuga tentam alcançar”, afirmou Dom Luiz Fernando Lisboa, bispo de Pemba, ao agradecer ao Papa Francisco pela sua oferta.

Mapa de Moçambique. (Fonte: Wikimedia Commons)

“Em um gesto de caridade pastoral, o Papa Francisco nos ofereceu 100 mil euros para ajudar os deslocados”, disse Dom Lisboa, especificando que a decisão de construir os dois centros de saúde foi tomada após consultar os responsáveis pela assistência aos deslocados.

Para as famílias que fogem da guerra, metade das quais são crianças, os cuidados de saúde estão entre as necessidades principais, depois de terem perdido tudo, por causa da fome e dos longos dias de fuga no mato. Dentro de dois a três meses, os dois centros deverão começar a atender os deslocados.

Dom Luiz Fernando Lisboa e Papa Francisco. (Foto: Diocese de Pemba)

O bispo de Pemba considera importante a intervenção do Papa Francisco que permitiu manter viva a atenção internacional sobre a província moçambicana também em uma perspectiva de futuro. “Se a guerra acabasse hoje, ainda seriam necessários vários anos para reconstruir o tecido social da província”, sublinhou Dom Lisboa.

Mapa de Moçambique, com destaque em Cabo Delgado. (Fonte: Pontifícias Obras Missionárias/Divulgação)

“Depois que o papa começou a falar de Cabo Delgado, houve uma maior atenção por parte de muitos grupos, organizações e também de diversos países. Acho que a sua figura forte ajudou a tornar esta crise não só nossa, dos habitantes de Cabo Delgado, mas também uma crise pela qual o mundo todo deve se responsabilizar”, afirmou o bispo.

 

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