Patriarca Kirill: O cristianismo não tem a ver com o pacifismo

Patriarca Kirill no encontro de Primazes das Igrejas Ortodoxas em Istambul | Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Janeiro 2020

Cristianismo e a ideologia da não resistência não são a mesma coisa, disse o chefe da Igreja Ortodoxa Russa.

A reportagem é publicada por La Croix International, 29-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Patriarca Kirill, de Moscou e de Toda a Rússia, disse que o cristianismo e a ideologia da não resistência não são a mesma coisa.

É essencial resistir ao mal, mas de um modo que o mal não nos domine, disse o líder ortodoxo de 73 anos, no dia 27 de janeiro, durante a reunião plenária das XXVIII Leituras de Natal.

“O cristianismo não tem nada a ver com a chamada ideologia do pacifismo. Cristo falou sobre as virtudes do perdão, do amor aos inimigos e de não retribuir o mal com o mal como obra pessoal e trabalho espiritual interior da pessoa”, disse o patriarca.

O chefe da Igreja Ortodoxa Russa alertou que “o pacifismo (...) exige renunciar à resistência ao mal nos níveis social e estatal, comprometendo o sistema de relações sociais e os princípios da justiça e do acordo civil”.

“E quando as pessoas, inadvertida e submissamente, aceitam o mal, concordam com ele e inclinam a cabeça diante dele, é inevitável que ele vença”, acrescentou Kirill.

“É impossível pôr fim às guerras em um mundo cheio de ódio e raiva. Mas devemos resistir ao mal para que esse mal não nos capture, não escravize nossa consciência, não cegue nossos corações com ódio, crueldade e temeridade”, disse o patriarca.

Kirill disse que o problema demográfico na Rússia pode ser resolvido através da imposição de restrições ao aborto.

O patriarca disse que o aborto realizado não por razões médicas deve ser excluído do termo “assistência médica”.

 

Leia mais