Distritos indígenas do Amapá são atendidos 100% por médicos cubanos, diz Dsei

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24 Novembro 2018

Saída dos profissionais de Cuba pode prejudicar atendimento em reservas indígenas.

A reportagem é de John Pacheco e foi publicada pelo G1 Amapá, em 20-11-2018.

Com a decisão do Ministério da Saúde de Cuba de retirar os profissionais do país do programa Mais Médicos, os polos de atendimentos em aldeias no Amapá também poderão ser prejudicados, já que atualmente todas os seis postos em reservas indígenas são ocupados por cubanos.

Até o momento não houve comunicação para a saída dos profissionais, mas eles foram informados sobre a decisão do país de origem, explicou a coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá (Dsei).

Os seis médicos estrangeiros atuam na atenção de mais de 1,1 mil indígenas em unidades de saúde fixas em Oiapoque, aldeia Waiãpi (Pedra Branca) e no Parque do Tumucumaque (oeste do estado).

O Dsei no Amapá espera pelo posicionamento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para manutenção dos profissionais, que poderão ser contratados ou selecionados novos médicos. Antes disso, eles seguem atuando normalmente nas aldeias.

Além dos seis atuando nas áreas indígenas, o estado conta com 73 profissionais cubanos do Mais Médicos, atuando na atenção básica e nas equipes estratégicas do Programa Saúde na Família (PSF), que fazem atendimento e acompanhamento de pacientes.

Oiapoque que terá a maior perda nas áreas indígenas, também é a única cidade do estado que conta 100% com médicos cubanos na atenção básica. Santana, segundo maior município do Amapá, conta com 21 profissionais e a capital Macapá tem seis médicos do programa.

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