Venezuela tem 5 mil mísseis antiaéreos russos, diz Maduro

Foto: Prensa Presidencial/Flickr

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23 Outubro 2025

Presidente venezuelano afirma que armamento será usado para defender o país. Trump avalia realizar operações terrestres para supostamente combater o narcotráfico na América Latina.

A reportagem é publicada por DW, 23-10-2025.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira (22/10) que o país conta com "mais de 5 mil" mísseis antiaéreos russos Igla-S, que ele descreveu como "uma das armas mais poderosas que existem" e têm o objetivo de garantir "a tranquilidade" do povo venezuelano.

"Qualquer força militar do mundo sabe o poder dos Igla-S, e a Venezuela tem nada mais nada menos que 5 mil Igla-S nos postos-chave da defesa antiaérea, para garantir a paz, a estabilidade e a tranquilidade do nosso povo", afirmou Maduro em um evento transmitido pela emissora estatal VTV.

O Igla-S é um míssil portátil, concebido para abater aviões a baixa altitude. Já foi utilizado em exercícios militares ordenados por Maduro em resposta à atividade militar dos EUA no Caribe, que enfureceu líderes em grande parte da América Latina.

Maduro considera a ação americana uma ameaça para propiciar uma "mudança de regime". Já os EUA defendem a presença de suas forças na região para combater supostamente o narcotráfico procedente do país sul-americano.

Execuções sumárias ilegais

Washington mobilizou navios e aviões de combate, alegando estar lutando contra o tráfico de droga no mar do Caribe, onde, desde o início de setembro, realizou pelo menos sete ataques que causaram 32 mortos. O presidente americano, Donald Trump, anunciou ainda que também autorizou operações da Agência Central de Inteligência (CIA) contra a Venezuela.

Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar uma vasta organização de tráfico de drogas. Especialistas afirmam quem as execuções sumárias são ilegais, mesmo que tenham como alvo traficantes confirmados.

Trump disse nesta quarta-feira que se decidir levar suas operações contra o narcotráfico para terra, deve antes notificar o Congresso, porque se trata de um problema de "segurança nacional". "Se não o fizermos, centenas de milhares de pessoas entrarão por terra, porque já não vêm por barco", afirmou Trump ao ser questionado sobre suas ações militares perto da costa venezuelana.

O presidente americano declarou que vai ordenar bombardeios contra possíveis alvos terrestres como parte de uma campanha contra pessoas ligadas ao tráfico de drogas. "Daremos a eles um golpe duro quando entrarem por terra", reiterou.

Trump acrescentou que "provavelmente" sua administração recorreria ao Congresso posteriormente para explicar com exatidão o que está fazendo antes de lançar ataques terrestres. No entanto, ele esclareceu que, a seu critério, o governo não precisaria de permissão para fazê-lo e poderia agir, porque conta com autorização legal.

Nesta quarta-feira, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos confirmou ainda o que seria o oitavo ataque a supostas "narcolanchas" e o primeiro no Oceano Pacífico desde que o Pentágono iniciou uma operação antidrogas no Caribe perto da costa da Venezuela.

A presença de navios e aeronaves militares americanas provocou uma escalada nas tensões com os governos de Colômbia e Venezuela, cujos presidentes, Gustavo Petro e Nicolás Maduro, foram acusados por Trump de liderarem "redes de narcotráfico", algo que estes negam.

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