O Papa Francisco mostra proximidade com aqueles que choram a partida de Hebe de Bonafini

Foto: secretaria derechos

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Novembro 2022

A Conferência Episcopal Argentina também participou das condolências, e disse estar orando pela falecida e pediu ao Senhor "consolo para sua família e amigos, enviando também nossas condolências às Mães da Associação Plaza de Maio".

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

A morte de Hebe de Bonafini, presidenta e uma das fundadoras das Mães da Praça de Maio, falecida no domingo 20 de novembro em La Plata (Argentina) a poucos dias de seu 94º aniversário, levou o Papa Francisco a enviar uma carta à associação que ela presidia, na qual ele afirma que "quero estar perto das senhoras e de todos aqueles que choram sua partida".

Em suas palavras, o Santo Padre reconhece que "ela soube transformar sua vida, como a sua, marcada pela dor de seus filhos e filhas desaparecidos, em uma busca incansável pela defesa dos direitos dos mais marginalizados e invisíveis". O Papa Francisco lembrou seu encontro no Vaticano, destacando "a paixão que ela me transmitiu por querer dar voz àqueles que não a tinham".

Referindo-se à figura da falecida, "sua coragem e bravura, em momentos em que o silêncio prevalecia, dirigiu e depois manteve viva a busca pela verdade, memória e justiça. Uma busca que a levou a marchar todas as semanas para que o esquecimento não tomasse as ruas e a história, e que o compromisso com os outros fosse a melhor palavra e antídoto contra as atrocidades que foram sofridas".

Em vista de sua morte, o Papa argentino afirma que "nesta, sua última marcha, nós a acompanhamos com nossas orações, pedindo ao Senhor que lhe dê o descanso eterno e não permita que todo o bem que foi feito se perca". Para o resto das Mães da Praça de Maio, o Santo Padre pede ao Senhor "que as conforte e as acompanhe para continuar sendo as Mães da Memória".

A Conferência Episcopal Argentina também participou das condolências, e disse estar orando pela falecida e pediu ao Senhor "consolo para sua família e amigos, enviando também nossas condolências às Mães da Associação Plaza de Maio".

Leia mais