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Porque um cientista chega a jejuar pela crise climática

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06 Outubro 2022

 

Gianluca Grimalda, pesquisador da Universidade de Kiel, está em greve de fome há três dias e participa das ações não violentas da Scientist Rebellion. O movimento dos ativistas de jaleco branco abraçou a desobediência civil para chamar a atenção para a emergência planetária: "Estamos nos organizando para a COP-27".

 

A entrevista é de Luca Fraioli, publicada por Repubblica, 05-10-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Gianluca Grimalda é um cientista rebelde. Bacharel em Economia pela Bocconi, PhD pela Universidade de Pavia, um segundo PhD em Southampton, Inglaterra, agora um cargo de pesquisador na Alemanha no Instituto para o Estudo da Economia Mundial da Universidade de Kiel. Mas sua brilhante carreira acadêmica não impediu a Grimalda de se rebelar contra governos e empresas que agravam a crise climática em vez de tentar detê-la: ele se juntou à Scientist Rebellion, um desdobramento da Extinction Rebellion, colou-se a uma vitrine de um banco, foi denunciado criminalmente por incursão em uma cúpula de produtores e distribuidores de gás natural, na semana passada fez uma greve de fome de três dias pelo clima.

 

Com ele, centenas de outros cientistas decidiram abandonar suas ferramentas tradicionais do ofício (dados científicos e publicações) para ir às ruas pessoalmente contra as mudanças climáticas, não se contentando mais em serem evocados por Greta e a garotada das Fridays for Future.

 

Em agosto, um editorial da revista Nature Climate Change detectou o fenômeno, e quase o incitou: "A desobediência civil por parte dos cientistas pode ajudar a reduzir a complexidade e a confusão em torno da crise climática... Quando aqueles que têm experiência e conhecimento estão dispostos a transmitir suas preocupações de uma forma mais intransigente ... isso se transforma em um ato comunicativo particularmente eficaz".

 

Eis a entrevista.

 

Doutor Gianluca, por que fez greve de fome pelo clima?

 

A ideia nasceu quando soube da campanha 'Não como carvão', com os ativistas da Ultima Generazione que entraram em greve de fome e pediram um encontro público com os líderes dos principais partidos italianos durante a campanha eleitoral, para discutir a política energética na Itália. Ultima Generazione pedia para fazer greve de fome em solidariedade. Conversamos sobre isso dentro do grupo italiano da Scientist Rebellion e eu disse: vou fazer.

 

Foi a primeira vez?

 

Sim, para mim foi uma novidade. No passado eu tinha feito atos de desobediência civil. A greve de fome é a demonstração do sacrifício que você está disposto a fazer, mas você não viola nenhuma lei.

 

Você violou as leis em outras ocasiões? E quando é certo fazer isso?

 

Uma vez me colei à sucursal do Deutsche Bank em Munique para protestar contra os investimentos fósseis daquele instituto de crédito. Violo a lei porque minha consciência me diz que tenho que enviar um sinal forte. E como cientista sei que somos as figuras públicas mais ouvidas pelas pessoas. As pessoas desconfiam menos de nós do que dos políticos e dos jornalistas.

 

Você acha que essas ações são úteis para a causa climática?

 

Como diz um dos principais expoentes da Scientist Rebellion, o cientista estadunidense Peter Kalmus que trabalha na NASA, ainda temos que encontrar uma estratégia de comunicação eficaz. Eu quis tentar a greve de fome justamente porque penso que ainda estamos tateando no escuro: não sabemos como são recebidas pela imprensa e pela opinião pública as mensagens que lançamos.

 

Funcionou melhor o jejum ou se colar num banco?

 

Tive a impressão de que a greve de fome atraiu muito mais atenção de parte de meus colegas moderados. Quando fazemos coisas mais radicais, notamos que o apoio vem principalmente dos ativistas e muito menos dos outros cientistas.

 

A frente de cientistas dispostos a ações de desobediência civil está crescendo?

 

Sim, mas muito lentamente. A Scientist Rebellion tem centenas de ativistas em todo o mundo e na Itália somos cerca de uma dezena.

 

Quem são os mais ativos?

 

Certamente os colegas alemães.

 

Vocês têm algumas ações planejadas?

 

Aqui na Alemanha em outubro nos reuniremos para bloquear o trânsito e ocupar prédios públicos em certas regiões do país.

 

Você acha que os bloqueios viários são uma ferramenta eficaz? Não correm o risco de atrair as antipatias das pessoas normais?

 

Acho-os contraproducentes e, de fato, nunca participei deles. Mesmo que muitos colegas argumentem que é a única maneira de acabar nos jornais e ser ouvidos. Prefiro outro tipo de ações...

 

Por exemplo?

 

Estamos preparando algumas clamorosas em vista da COP-27, tanto em Sharm el-Sheikh quanto em outros países. Mas não posso dizer mais...

 

Leia mais

 

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