Alemanha: Conferência Episcopal, documento para o Sínodo. A missa perdeu seu significado para muitas pessoas. O tema do diálogo com a sociedade

(Foto: Reprodução | Vatican News)

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11 Agosto 2022

 

Na segunda parte do relatório alemão sobre o Sínodo enviado a Roma como contribuição ao Sínodo Universal, afirma-se sobre a celebração que a Eucaristia perdeu seu sentido para um número demasiado alto de pessoas: precisamos de "uma interpretação dos ritos, uma linguagem concreta e compreensível, que fale à realidade das pessoas". Se a Eucaristia está centrada no sacerdote, as celebrações da palavra, das horas, funerais ou orações digitais devem permitir uma participação mais ativa e o aparecimento do carisma das mulheres.

 

A reportagem é publicada por Agência SIR, 10-08-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Em relação ao tema da missão, é necessária uma "responsabilidade partilhada" que só funciona se a Igreja "dá forma à sua missão com base no sacerdócio comum de todos os batizados". Quanto ao diálogo da Igreja com a sociedade, os católicos se dividem “entre aqueles que querem se distanciar do mundo e aqueles que, ao contrário, se sentem em uma contemporaneidade crítico-construtiva” com a sociedade.

 

A realidade das Igrejas na Europa é cada vez mais a de uma “minoria e da tradução da mensagem cristã para mundos existenciais e experienciais fora da eclesialidade. Em tal contexto, "é necessária uma cooperação cada vez maior e um testemunho cristão comum no ecumenismo". São muitas as propostas para repensar autoridade e participação: em várias dioceses já estão sendo usadas modalidades de escuta espiritual, discernimento comum na oração e decisões compartilhadas.

 

Também neste ponto, o relatório diz que "alguns recusam a sinodalidade" porque estão desiludidos ou porque preferem as coisas como são, mas a grande maioria pede uma mudança para "caminhar juntos na vereda da fé". Para que isso seja possível, no entanto, é necessária “formação contínua”. “A sinodalidade gera trabalho. Decidir sozinhos é mais fácil, mas decidir em conjunto vale a pena porque é mais sustentável”.

 

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