Funcionários homossexuais da Igreja católica alemã se assumem LGBTI e denunciam sua discriminação

Fonte: Pixabay

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26 Janeiro 2022

 

Não é um passo fácil, mais ainda quando ocorre no seio de uma instituição religiosa com essas características. Um grupo de 125 funcionários da Igreja católica alemã decidiu tornar pública sua pertença ao coletivo LGBTI com o objetivo de protestar contra a “discriminação” que afirmam viver no seio da instituição.

 

A reportagem é publicada por Público, 25-01-2022. A tradução é do Cepat.

 

Trata-se de um grupo heterogêneo de pessoas formado por sacerdotes, professores e professoras de religião, lideranças pastorais, bem como funcionários administrativos, que fomentam mudanças no direito trabalhista eclesiástico atual para que sua orientação sexual não constitua motivo para demissão.

“Uma vida aberta de acordo com a orientação sexual e a identidade de gênero, também como casal ou parte de um matrimônio civil, não pode ser avaliada como deslealdade ou motivo para demissão”, reivindica a iniciativa que foi batizada como #OutInChurch.

Entre suas denúncias, destacam a necessidade de que a Igreja abandone certos ensinamentos em matéria de gênero e sexualidade por ser “difamatórias e obsoletas”. Além disso, pedem que aos casais LGBTI seja permitido o acesso à benção divina e aos sacramentos.

“Uma igreja que reivindica Jesus e sua mensagem deve agir decisivamente contra qualquer forma de discriminação e fomentar uma cultura da diversidade”, afirmam os signatários no comunicado divulgado. Alguns integrantes da iniciativa também explicam suas motivações em um documentário na rede pública ARD sob o título “Como Deus os criou”.

Trata-se de um documentário que narra, entre outros, o caso do sacerdote jesuíta Ralf Klein, denunciado dentro da Igreja como homossexual, o que o levou a enfrentar uma campanha de “extermínio”, apesar de contar com a aprovação de seus paroquianos.

 

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