Cardeal Reinhard Marx fala que o tratamento dado ao relatório de abusos da arquidiocese de Colônia é “devastador” para toda a Igreja

Catedral de Colônia, na Alemanha. | Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Dezembro 2020

Cardeal Reinhard Marx disse que vê a decisão da Arquidiocese de Colônia de não publicar uma investigação sobre abuso sexual do clero como “devastadora” para toda a Igreja Católica.

A reportagem é publicada por National Catholic Reporter, 16-12-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“O público agora percebe que os advogados estão fugindo dos detalhes por trás das vítimas”, disse Marx em uma entrevista com o jornal Sueddeutsche Zeitung, publicada em 15 de dezembro.

O ex-presidente da Conferência dos Bispos da Alemanha disse que planeja publicar em 2021 um relatório similar sobre a Arquidiocese de Munique produzido pelo mesmo escritório jurídico.

O cardeal de Colônia, Rainer Maria Woelki, contratou o escritório para examinar o papel das lideranças da Igreja em Colônia no gerenciamento dos casos de abusos sexuais na Igreja.

Woelki inicialmente anunciou que o relatório seria publicado, mas depois, algumas semanas atrás, disse que a metodologia era falha e recuou da publicação. Subsequentemente, a Arquidiocese disse que o relatório estaria disponível “com trechos legalmente possíveis” para indivíduos como sobreviventes e jornalistas.

Referindo-se ao relatório de Munique, Marx afirmou que o mesmo modelo de estudo foi conduzido pela Diocese de Aachen, “então esses responsáveis deveriam ser nomeados”. Marx disse que não poderia poupar seus predecessores como o cardeal Joseph Ratzinger (que se tornou papa Bento XVI) e Friedrich Wetter.

“Todos sabem quem foi arcebispo de Munique-Freisig nas últimas décadas ou quem sustentou outras posições de responsabilidade, inclusive eu”, disse Marx.

Enquanto isso, descobriu-se que Woelki se separou de seu diretor de comunicações, Markus Günther. Isso foi relatado pela primeira vez pelo jornal local Koelner Stadt-Anzeiger.

A arquidiocese disse em 15 de dezembro que Günther estava voltando para os Estados Unidos. “Estou saindo em bons termos e espero ter mais tempo para minha família e mais tempo para escrever novamente”, disse Günther no comunicado.

Fontes da Igreja disseram que havia desentendimentos entre Woelki e Günther há algum tempo. O especialista em mídia teria aconselhado o cardeal a publicar o relatório de abuso de Colônia.

A Arquidiocese de Colônia contratou o especialista jurídico Björn Gercke para conduzir uma nova investigação, que deve estar disponível até março de 2021, o mais tardar. Esse curso de ação levou a críticas massivas dentro e fora da igreja. O presidente da Conferência Episcopal Alemã, dom Georg Bätzing, também expressou críticas.

Günther, que começou a trabalhar em fevereiro de 2019, foi o terceiro diretor de comunicação da Arquidiocese de Colônia em poucos anos.

 

Leia mais