Mais de um milhão de estudantes universitários correm o risco de serem expulsos dos EUA

Passaporte. | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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13 Julho 2020

Diante da notícia de que a Immigration and Customs Enforcement Agency (ICE) publicou na última terça-feira, 7 de julho, a norma segundo a qual o Departamento de Estado não concederá vistos a estudantes estrangeiros matriculados em instituições ou programas totalmente on-line; houve várias reações.

A reportagem é publicada por Agência Fides, 07-07-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

O Conselho Americano de Educação, que representa os reitores das universidades, afirmou que as diretrizes são "horríveis" e complicarão a maneira como as universidades e faculdades tentam reabrir com segurança. A Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) anunciaram um recurso judicial na quarta-feira, 8 de julho, para solicitar a anulação da decisão do governo Donald Trump de revogar vistos para estudantes estrangeiros que acompanham cursos on-line por causa do coronavírus.

A decisão do governo dos EUA de revogar vistos "veio sem aviso prévio e sua crueldade só perde para sua irresponsabilidade", afirmou o reitor de Harvard.

O problema é muito complexo. Instituições de ensino superior nos Estados Unidos esperavam uma queda nas matrículas internacionais neste outono. Agora poderiam perder todos os estudantes internacionais, que em geral pagam taxas de matrícula mais altas, uma fonte de financiamento com a qual muitas universidades contam. Quase 1,1 milhão de estudantes internacionais frequentaram universidades nos Estados Unidos no ano passado.

Outra reação vem dos jesuítas. A Universidade de Marquette compartilhou seu apoio a estudantes internacionais na quinta-feira, 9, em um e-mail para os alunos, onde escreveu: "Marquette está empenhada em fazer todo o possível para apoiar a continuidade da experiência acadêmica de nossos estudantes internacionais no campus. Como católica, a instituição jesuíta Marquette quer ser uma comunidade de aprendizado inclusiva, orgulhosa de educar e empregar pessoas com diferentes backgrounds, perspectivas e origens nacionais".

 

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