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Relembrando Johann Baptist Metz

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05 Dezembro 2019

“A teologia política era um protesto profético contra a privatização da fé cristã: a redução do seu escopo à relação pessoal com Deus e ao comportamento ético individual para com os outros. Para Metz, a religião em geral e o cristianismo em particular são inerentemente políticos.”

A opinião é do teólogo estadunidense Matthew Ashley, professor de Teologia Sistemática da Universidade de Notre Dame, nos EUA, autor de um livro sobre a teologia de Metz e tradutor ao inglês de quatro livros de Metz, incluindo “Faith in History and Society” [Fé na história e na sociedade, em tradução livre]. O artigo foi publicado por America, 03-12-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Nas últimas semanas desesperadas da Segunda Guerra Mundial na Alemanha, um soldado de 16 anos foi enviado pelo seu comandante à retaguarda com uma mensagem para o quartel-general. Quando voltou, encontrou os outros membros de sua unidade, todos tão jovens quanto ele, mortos, varridos em um repentino ataque de veículos blindados.

“Agora”, relembrou, “eu só podia ver rostos mortos e vazios, quando, no dia anterior, eu tinha compartilhado medos e risos da infância. Não me lembro de nada, exceto de um choro sem palavras. É assim que me vejo até hoje, e por trás dessa memória todos os meus sonhos de infância se esfacelam. O que aconteceria se alguém levasse esse tipo de coisa não para o psicólogo, mas para dentro da Igreja, e se não permitisse que lhe falassem sobre essas memórias irreconciliadas sequer pela teologia, mas quisesse ter fé com elas, e com elas falar sobre Deus?”

Esse jovem era Johann Baptist Metz, e ele fez exatamente isso, tornando-se, assim, um teólogo pioneiro para uma época em que memórias como essas se tornaram muito comuns e, o que é pior, encontraram uma indiferença cada vez maior. Ele morreu no dia 2 de dezembro de 2019, aos 91 anos.

Metz (Baptist, para seus amigos) nasceu em Auerbach, no nordeste da Bavária, no dia 5 de agosto de 1928. Era um pequeno vilarejo católico, ainda não tocado pelos processos de secularização em ação no restante da Europa. Como ele escreveu uma vez, “vem-se de longe quando se vem de lá. É como se se tivesse nascido não há 50 anos, mas em algum ponto ao longo das bordas recuadas da Idade Média”.

Embora a localidade fosse muito católica, ele não se lembrava da sua família ser piedosa – uma vez, ele brincou que, de todos os seminaristas que estudavam com ele quando ele começou em Bamberg, ele era o único que não havia sido coroinha. Sua formação escolar foi interrompida quando ele foi forçado a entrar na Wehrmacht. E, depois do ataque à sua unidade, ele foi capturado e passou sete meses em campos de prisioneiros de guerra na costa leste dos Estados Unidos (e, por isso, falava inglês com um sotaque distintamente estadunidense).

Enviado de volta à Alemanha, ele terminou seus dois anos finais de Ginásio (Ensino Médio) em um ano e entrou no seminário diocesano de Bamberg. Seu bispo pretendia mandá-lo a Roma para uma formação adicional, mas Metz o convenceu a enviá-lo ao seminário jesuíta recentemente refundado em Innsbruck, porque ele ficara impressionado ao ler alguns escritos de um dos seus professores – Karl Rahner, SJ, um dos teólogos católicos mais importantes do século XX, que se tornou um conselheiro teológico crucial no Vaticano II. Em Innsbruck, ele obteve um doutorado em Filosofia e depois em Teologia. Foi ordenado padre em 1954.

Durante seus anos em Innsbruck, ele se tornou aluno, amigo e, mais tarde, colaborador de Rahner. Rahner deixou uma marca profunda e duradoura no jovem teólogo em formação, um impacto que foi muito além do âmbito acadêmico: Metz o chamava simplesmente de “meu pai na fé”. Embora sua teologia tenha tomado uma direção diferente da de seu professor depois de 1963, Metz sempre se referiu a ele como a sua principal inspiração teológica.

Em 1963, Metz assumiu um cargo na Universidade de Münster. Em 1979, ele recebeu um posto de prestígio na Universidade de Munique, onde Romano Guardini e, depois, Rahner haviam ensinado anteriormente. Mas sua nomeação foi vetada pelo então arcebispo de Munique, Joseph Ratzinger (o que levou Rahner a escrever uma inflamada carta aberta em um periódico alemão: “Eu protesto”).

Então, Metz permaneceu na Universidade de Münster, onde lecionou por 30 anos. Depois de se aposentar em 1993, ele foi professor visitante na Universidade de Viena por quatro anos, antes de retornar a Münster, onde viveu e continuou trabalhando até a sua morte.

Como muitos de sua geração, ele assumiu como seu trabalho teológico a interpretação e a promoção das riquezas teológicas do Vaticano II. Junto com Rahner, Edward Schillebeeckx, OP, e outros, ele foi cofundador da revista Concilium, que tinha esse objetivo.

Para ele, em particular, esse trabalho significava ajudar a Igreja Católica a fazer a transição do mundo perfeitamente católico de Auerbach para o mundo tecnocientífico, multicultural, religiosamente pluralista e muitas vezes secularizado de hoje. Nos anos 1960, ele se tornou um dos fundadores, junto com Jürgen Moltmann e Dorothee Sölle, de uma abordagem teológica chamada “teologia política”, que ele mesmo nomeou como nova teologia política, a fim de distingui-la da obra do teórico jurídico nazista Carl Schmitt.

A teologia política era um protesto profético contra a privatização da fé cristã: a redução do seu escopo à relação pessoal com Deus e ao comportamento ético individual para com os outros. Para Metz, a religião em geral e o cristianismo em particular são inerentemente políticos.

O mesmo vale para a teologia cristã. A privatização do cristianismo, alertava Metz, é a principal maneira pela qual ela foi domesticada no mundo moderno, muitas vezes com a Igreja indo junto, explícita ou tacitamente. No entanto, a fé cristã não era para ele simplesmente uma fonte de significado ou uma cola social na sociedade; ela não era uma espécie de dossel sagrado, como o sociólogo Peter Berger disse uma vez, uma autorização ou eco religiosos do que está acontecendo de algum modo na sociedade.

A religião para Metz, ao contrário, é provocativa e interruptiva. Ela rompe a nossa autoconfiança e a nossa autossatisfação, atitudes muitas vezes adquiridas às custas de ignorar o sofrimento daqueles que são postos à margem da sociedade ou que foram espancados na beira da estrada em sua marcha de progresso.

Lembrar deles é perigoso, mas essas memórias perigosas são libertadoras. E elas são finalmente sustentadas pela perigosa memória de Jesus Cristo, que morreu e foi ressuscitada pelo Deus dos vivos e dos mortos. É uma memória que pode gerar uma grande esperança, mas somente se for posta em prática, uma “esperança combativa”, como afirma o Papa Francisco.

Metz seguiu essas ideias com rigor e integridade, percebendo que, para um alemão, a perigosa memória acima de todas as outras tinha que ser a memória dos judeus e do destino que eles sofreram sob o Terceiro Reich. Ele será lembrado por insistir que a identidade cristã, “depois de Auschwitz”, só pode ser reconstruída e salvada junto com os judeus e recuperando as raízes perdidas ou suprimidas da fé cristã no judaísmo.

Ele também será lembrado por insistir na importância da espiritualidade, não apenas para a fé cristã, mas também para a própria teologia. Um de seus primeiros escritos, “Pobreza de Espírito”, um clássico espiritual, ainda está sendo impresso mais de 50 anos após a sua publicação em 1963. Ele escreveu convincentemente sobre a contribuição das ordens religiosas na Igreja e escreveu recentemente sobre a importância de uma “mística de olhos abertos”, abertos ao sofrimento dos outros. Ele lamentou as formas pelas quais a própria Igreja criou vítimas, mas também confessou que não sabia outro modo de uma esperança genuinamente cristã poder se sustentar na cultura de hoje sem um portador institucional que a defendesse e a representasse. A sua teologia não era uma teologia “fácil” ou “reconfortante”, mas sim uma teologia que provocava, inspirava, dava esperança.

É inspirador que Metz tenha morrido no dia 2 de dezembro, 39º aniversário do assassinato de quatro missionárias dos EUA por parte de um governo terrorista em El Salvador. Para Metz, tanto a fé quanto a teologia só alcançam sua estatura plena em solidariedade às vítimas e como testemunhas da esperança contra toda esperança. Do mesmo modo, é inspirador que ele tenha morrido no início do Advento, a época da esperança.

Ele tomou sua definição de teologia não da “fé em busca de entendimento” de Anselmo, mas sim da Primeira Carta de Pedro: “Estejam sempre prontos a dar a razão de sua esperança a todo aquele que a pede a vocês” (1Pe 3,15).

Se Dietrich Bonhoeffer alertava contra os perigos da graça barata, talvez Metz será lembrado pelos seus avisos proféticos contra a esperança barata: as ínfimas esperanças de uma cultura do consumo que, lamentava Metz, abandonou até mesmo a sua secular herança do Iluminismo de ter esperança na liberdade, na igualdade e na fraternidade para todo o gênero humano.

Mas ele também alertava contra a estreita esperança cristã da sobrevivência individual após a morte. Nenhuma das duas, no fim, consolará.

Metz insistia que as grandes esperanças e as grandes imagens bíblicas da esperança só podem ser esperadas para os outros. Somente quando as esperamos para os outros e agimos com base nessa esperança, defendia ele, é que podemos ter esperança para nós mesmos.

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