Um terço da pecuária permanece invisível aos sistemas de monitoramento

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Agosto 2017

Passagens de rebanhos por fazendas dificultam rastreamento de gado.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em média, 30% dos rebanhos no Brasil são de fazendas que trabalham com cria e recria, ou seja, aproximadamente, um terço da cadeia permanece invisível para os sistemas de monitoramento.

A reportagem é de Bernardo Camara, publicada por ((o))eco, 25-07-2017.

Os fornecedores de carne indiretos são fazendas que trabalham com o sistema de cria – quando o bezerro ainda é amamentado – e recria – fase iniciada logo após o desmame. Na última etapa da cadeia da pecuária de corte estão as fazendas de engorda, quando os gados são vendidos para o abate nos frigoríficos ao ganharem peso, por volta dos três anos de idade. Estas três fases podem ser realizadas em uma mesma propriedade ou em locais diferentes que vendem e revendem o gado entre si. O grande problema desse processo é justamente que quanto mais fazendas o gado passa antes de ser abatido, mais difícil fica para rastreá-lo.

Segundo matéria publicada pelo O ECO, pouco discutido pelo setor, o rastreamento dos fornecedores indiretos começou entrou em pauta em 2015, quando as taxas de desmatamento na Amazônia voltaram a subir depois de dez anos numa tendência de queda. Apesar de já celebrados internacionalmente e apontados como importantes fatores para a redução do desmatamento, os acordos da carne passaram a ter sua eficácia posta em dúvida.

A Guia de Trânsito Animal (GTA) se tornou uma ferramenta potencial para quem precisa rastrear rebanhos para fins ambientais por conter dados sobre o deslocamento dos animais e o documento – que é emitido pelos órgãos estaduais de defesa animal toda vez que um boi se desloca – vem sendo apontado como uma das soluções mais rápidas e baratas para se enxergar as fazendas por onde o boi passou ao longo de seu ciclo de vida. Mesmo com a resistência dos órgãos de defesa agropecuária, a caravana ambiental ambiciona uma série de propostas envolvendo o uso da GTA para evitar que os animais de fazendas irregulares cheguem às prateleiras dos supermercados. Mas boa parte das iniciativas não foi para frente.

Em 2009, a ideia do uso da GTA para fins ambientais permaneceu reverberando no estado e virou dois decretos publicados pelo governo estadual. O primeiro deles é de setembro de 2013, e traz que fica vedada a emissão da Guia de Trânsito Animal para fazendas com desmatamento ilegal. “A emissão está condicionada à regularização ambiental da propriedade”, resume Jefferson Oliveira, diretor de Defesa e Inspeção Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), órgão responsável pela emissão do documento naquele estado, em entrevista ao Eco.

O segundo decreto veio em maio de 2014: a GTA só poderá ser emitida para os produtores que tenham registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR) – documento que traz as informações ambientais e espaciais da propriedade. Caso o pecuarista não tenha o CAR, ou seja identificado algum embargo em sua fazenda, ele fica automaticamente impossibilitado de vender seus animais.

Quem está no campo, porém, diz que os decretos nunca foram colocados em prática: “Tentaram vincular os sistemas da Adepará e da Semas, mas não funcionou. Está tudo parado”, diz o pecuarista Mauricio Fraga, da Associação dos Criadores do Pará (Acripará).

Confira a matéria completa aqui.

Leia mais