Apenas 15 pessoas sabiam da negociação secreta Estados Unidos-Cuba, diz assessor de Obama

Imagem: reprodução / Pixabay

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Janeiro 2017

De acordo com Ben Rhodes, não foi o Papa Francisco quem tomou a iniciativa para mediar o entendimento com a Ilha, como se vinha dizendo, mas os Estados Unidos se aproximaram do Pontífice com esse propósito.

A reportagem é publicada por Martí Noticias, 18-01-2017. A tradução é de André Langer.

Após sua recente visita a Cuba para a assinatura do controverso Memorando de Entendimento Legal entre os Estados Unidos e Havana, o assessor-adjunto de Segurança Nacional e leal amigo de Barack Obama, Ben Rhodes, disse em uma entrevista ao correspondente da revista Politico, Michael Crowley, que participou ativamente das conversações secretas com o regime da Ilha que levaram à retomada das relações diplomáticas entre os dois países e que com isso “rompemos um obstáculo psicológico que nunca vai ser totalmente restaurado”.

Segundo Rhodes, não foi o Papa Francisco quem tomou a iniciativa para mediar o entendimento com a Ilha, como se vinha dizendo, mas os Estados Unidos se aproximaram do Pontífice com esse propósito.

Assim, assegura na longa entrevista à Politico: “Em relação a Cuba, quando fui ao Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e seu pessoal não sabiam o que fomos fazer ali. Nós dissemos que estávamos dispostos a restabelecer as relações diplomáticas e começar a normalizar as relações. Uma das pessoas que trabalhou para o cardeal – nunca vou esquecer isso – literalmente começou a chorar. E lembro que tivemos esta longa cerimônia nesta sala adornada e então lembro que fui às ruas de Roma e fui anônimo, e pensei: eu sei de uma coisa que ninguém mais sabe, exceto cerca de 15 pessoas. Mas, vai explodir a mente de todos”.

Para o assessor de Obama, tratava-se das batalhas mais difíceis. “Assim que desafiamos a convenção e tocamos as vias para selar um acordo com o Irã ou abrir-nos a Cuba, e esses foram os portfólios que tomei precisamente porque sabia que eram importantes para o presidente Obama”.

Obama acaba de nomear Rhodes para integrar o Conselho dos Estados Unidos em Memória do Holocausto, uma junta de 68 pessoas criada em 1980 pelo Congresso.

O conselho dedica-se a conscientizar o público dos Estados Unidos sobre a história do genocídio nazista e arrecadar fundos para o Museu em Memória do Holocausto, sediado em Washington.

Leia mais