"Não tenho medo de Trump. Tenho medo do meu país, Honduras"

La bestia, trem que migrantes usam para entrar nos EUA. Foto: Peter Haden | Flickr

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11 Julho 2018

Na cidade de McAllen, na zona de maior intensidade migratória na fronteira dos EUA com o México, o fluxo de recém-chegados continua. No domingo, meia centena de imigrantes foram postos em liberdade vigiada – com um localizador eletrônico no tornozelo – na rodoviária. Muitos adultos estavam com seus filhos menores de idade. Miriam, uma hondurenha de 38 anos, segurava sua pequena Vanesa, de um ano. “Quando vinha pelo México, vi na televisão a questão das separações das crianças, mas decidi continuar até aqui”, disse. “Não tenho medo de Trump. Tenho medo do meu país.”

A reportagem é de Pablo de Llano, publicada por El País, 10-07-2018.

Uma mãe guatemalteca que preferiu manter o anonimato, acompanhada de Álex, uma voluntária que voou de Los Angeles para ajudar os imigrantes em um refúgio de McAllen, esperava minutos antes o ônibus que a levaria com seu menino de quatro anos a outra cidade dos EUA, onde um familiar a aguarda. “Minha situação não é boa. Uso esta tornozeleira e não tenho permissão para trabalhar, mas vou pedir asilo”, disse, acrescentando que seu marido, que segundo ela não tinha reconhecido o menino ao nascer, a ameaçou de morte em seu país se não lhe entregasse a criança. “Se me mandarem para lá, sei que ele vai tentar."

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