Jesuíta holandês é morto a tiros na Síria

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Por: André | 08 Abril 2014

Um sacerdote jesuíta holandês, Frans van der Lugt, foi sequestrado e assassinado por homens armados não identificados esta segunda-feira na sitiada cidade síria de Homs, segundo informou a imprensa holandesa.

 
Fonte: http://bit.ly/1gDCwFH  

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 07-04-2014. A tradução é de André Langer.

Van der Lugt, de 75 anos, vivia na Síria desde 1966. Homens armados tiraram-no à força da sua casa na manhã desta segunda-feira e lhe deram dois tiros na cabeça, informou o jornal holandês Volkskrant, citando o superior dos jesuítas nos Países Baixos.

Van der Lugt chamou a atenção para o sofrimento da população de Homs, no centro da Síria, em um vídeo este ano, assegurando que seus habitantes viviam na miséria e estavam morrendo de fome. “É impossível que soframos e o mundo não faça nada”, afirmou, falando em árabe.

Os cristãos constituíam cerca de 10% da população da Síria antes do início da guerra civil em março de 2011. A minoria tradicionalmente apoiava o presidente Bashar al Assad por protegê-los e foi atacada por seus detratores por esse motivo.

Morreu “um homem de paz”, declarou na segunda-feira o Vaticano, ao confirmar o assassinato do sacerdote jesuíta holandês Frans van der Lugt em Homs, onde residia há décadas.

“O padre Van der Lugt foi assassinado esta manhã (segunda-feira) em Homs”, disse o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano. “Segundo o testemunho de seus companheiros de comunidade, foi levado por homens armados que o atacaram e o mataram com dois tiros na cabeça”.

Ao explodir a guerra civil na Síria, Van der Lugt, de 75 anos, optou por permanecer na parte antiga de Homs assediada e bombardeada pelas forças do presidente sírio Bashar al Assad.

 
Fonte: http://bit.ly/1gDCwFH  

“É um homem de paz que morreu, declarou o padre Lombardi, um homem que, numa situação extremante arriscada e difícil, com uma grande coragem, quis continuar a ser fiel ao povo sírio ao qual dedicou sua vida e seu serviço espiritual durante muitos anos”. “Ali onde o povo morre, continuou o porta-voz do Vaticano, morrem também com ele os pastores fiéis”.

“Neste momento de grande dor, expressamos o nosso grande orgulho e gratidão por ter tido um irmão tão próximo dos que mais sofrem, no testemunho do amor de Jesus até o fim”, disse Lombardi.

Os jesuítas do Oriente Médio afirmaram que o assassinato aconteceu “na frente da nossa residência em Homs”.

Van der Lugt estava na Síria desde 1966.

“O povo sírio me deu muito, muita amabilidade, muita inspiração e tudo o que possuo. Agora que sofre devo compartilhar sua dor e suas dificuldades”, explicou à AFP em fevereiro passado pela internet.

“Sou o único sacerdote e o único estrangeiro que permanece. Mas não me sinto como um estrangeiro, mas como um árabe entre os árabes”, afirmou sorridente.

“Temos muito pouca comida. As pessoas na rua estão com o rosto cansado e amarelo [...] Há fome, mas as pessoas também têm sede de uma vida normal. O ser humano não é apenas estômago, também tem coração, e as pessoas precisam ver seus familiares”, explicava Van der Lugt.

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