A OMS alerta sobre a deterioração da situação em Gaza: “A sociedade está entrando em colapso”

Fonte: Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Dezembro 2023

A situação sanitária e humanitária em Gaza, com o avanço dos combates para o sul da faixa e as evacuações forçadas para zonas cada vez mais sobrelotadas, está fazendo com que “a civilização e a sociedade entrem em colapso”, alertou, nesta sexta-feira, um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A reportagem é publicada por Público, 08-12-2023. A tradução é do Cepat.

“Cada novo dia é mais horrível que o anterior, com cenários terríveis em que crianças suplicam por água (…) e as pessoas cortam postes telefônicos para poderem se aquecer e cozinhar”, descreveu o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em uma coletiva de imprensa.

A fonte oficial destacou que alguns dos comboios com ajuda médica, coordenados pela OMS, foram detidos em seu deslocamento até a metade norte de Gaza, e que hoje, sexta-feira, foi iniciada uma operação de evacuação de pacientes do Hospital Al-Ahli, também na região norte.

“Não podemos nos permitir perder mais um centro de saúde, nem sequer uma só ambulância, em um momento em que tememos que o sul de Gaza sofra a mesma violência que o norte”, disse o porta-voz da OMS.

Segundo a OMS, apenas 14 dos 36 hospitais de Gaza ainda funcionam e apenas dois deles estão na parte norte.

Lindmeier lembrou que, nesta quinta-feira, completaram-se dois meses dos ataques do Hamas contra civis israelenses, atos violentos que condenou, mas também destacou que, neste tempo, desencadeou-se uma campanha “contra toda a população de Gaza, civis inocentes, por meio de ataques que até os principais aliados de Israel consideram indiscriminados”.

Leia mais