Chile. Pastoral Popular Luterana solidariza-se com capelã luterana do La Moneda

Pastora Izani Bruch (Foto: Reprodução | YouTube)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

06 Mai 2022

 

A ala mais tradicional da família evangélica do Chile lamentou a indicação da bispa da Igreja Evangélica Luterana no Chile (IELCH), pastora Izani Bruch, como capelã do Palácio La Moneda, nomeada no dia 21 de abril pelo ministro secretário-geral da presidência em nome do presidente Gabriel Boric.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

A Plataforma Evangélica Nacional (PLENA), que apoiou na campanha presidencial chilena do ano passado o candidato ultradireitista José Antonio Kast, admirador do ditador Augusto Pinochet, manifestou publicamente o desacordo com a nomeação da bispa Bruch, “que é apologista do aborto, do feminismo e de questões como o lesbianismo”.

 

A organização super conservadora entende, em recado ao novo governo, que a igreja é que deve determinar quem serão os seus representantes, “libertando assim o governo da responsabilidade de nomear pessoas para essas tarefas de grande importância e representatividade”.

 

A Pastoral Popular Luterana (PPL), vinculada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), enviou carta de solidariedade à Igreja Evangélica Luterana do Chile (IELCH) e à bispa Izani, uma liderança “ponderada, sempre aberta ao diálogo, mas firme na defesa da verdade, da justiça, dos direitos humanos e do amor como caminho para as transformações pessoais e comunitárias”.

 

Bruch nasceu no Brasil, em Pérola do Oeste, Paraná, mudou-se para o Chile em 1992, como estudante de Teologia. Cursou o mestrado em Teologia na Faculdade EST, de São Leopoldo. Ela é cidadã chilena e foi eleita bispa em 2019. Trabalhou como pastora em Osorno e desde 2013 atuava na Congregação Bom Samaritano em Peñalolén, Santiago.

 

Em entrevista para a Agênica Latino-Americana e Caribenha de Notícias a bispa declarou, logo após a nomeação, que assumia o cargo com alegria e esperança. “Espero que possamos desenvolver uma capelania que seja amorosa, que seja respeitosa quanto à diversidade do mundo evangélico do Chile. O mandato que recebemos é abrir espaços, dialogar com todas as diferenças”, afirmou.

 

Izani é a segunda pastora luterana nomeada capelã do La Moneda. A primeira foi a reverenda Goloria Rojas Vargas.

 

Leia mais