Bolsonaro limita entrada no novo Bolsa Família usando linha de pobreza que ignora inflação e ONU

Foto: Flickr CC/Agência Brasília/Tony Winston

Mais Lidos

  • Zohran Mamdani está reescrevendo as regras políticas em torno do apoio a Israel. Artigo de Kenneth Roth

    LER MAIS
  • “Os discursos dos feminismos ecoterritoriais questionam uma estrutura de poder na qual não se quer tocar”. Entrevista com Yayo Herrero

    LER MAIS
  • Os algoritmos ampliam a desigualdade: as redes sociais determinam a polarização política

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

11 Novembro 2021

 

Defasagem reduz público potencial do Auxílio Brasil e pode ser revista pelo STF.

A reportagem é de Fábio Pupo, publicada por Folha de S. Paulo, 11-11-2021.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elevou o teto de renda permitido para ingresso no novo Bolsa Família a um patamar que não repõe a perda inflacionária dos últimos anos e ignora o critério internacional de pobreza usado por organismos como a ONU (Organização das Nações Unidas).

Na prática, a medida limita o público do programa.

Desde 2018, durante o governo Michel Temer (MDB), o Bolsa Família considerava como pobre — portanto, elegível ao programa— a família com renda mensal per capita de até R$ 178. 

Bolsonaro reajustou o montante para R$ 200 na segunda-feira (8) por meio de decreto que regulamentou o Auxílio Brasil.

O reajuste concedido por Bolsonaro é de 12,3%, enquanto a inflação acumulada no período foi de 20,8% (medida pelo INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o mesmo usado para reajustar o salário mínimo e benefícios como pensões e aposentadorias).

Caso a inflação fosse considerada, o valor deveria ser reajustado para R$ 215.

Ainda que seguisse a inflação para reajustar o valor de 2018 até hoje, os valores seguiriam defasados.

 

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

 

Leia mais