Os subsídios intocados e a viabilidade da renda básica universal. Benefícios fiscais acabam transferindo valores para as pessoas mais ricas

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11 Novembro 2021



"Se viermos a somar os benefícios fiscais concedidos, R$ 371 bilhões, e o Bolsa Família, R$ 35 bilhões, teríamos um total de aproximadamente R$ 406 bilhões. Divididos por 213 milhões de habitantes, significaria R$ 1.906 por ano por brasileiro, ou R$ 158 por mês. Numa família de pai, mãe e três crianças, equivaleria a uma renda básica de cidadania de R$ 790 por mês, valor muito maior que o proposto pelo programa Auxílio Brasil. Se acrescentarmos as demais formas de transferência de renda, poderíamos ter um valor ainda maior", escreve Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo pelo PT, presidente de honra da Rede Brasileira da Renda Básica; ex-senador (1991-jan.2015) e doutor em economia pela Universidade Estadual de Michigan (EUA), em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 11-11-2021.

E continua:

"Qual será a maior vantagem? Além de eliminarmos toda e qualquer burocracia em se precisar saber quanto cada um ganha, no mercado formal ou informal, ampliaremos o grau de liberdade de cada pessoa. Seria finalmente possível, como nos convoca o papa Francisco em "Vamos Sonhar Juntos" (2020, Intrínseca), garantir a dignidade de rejeitar condições de trabalho que as aprisionam na pobreza. Tudo isso de forma progressiva, de forma que quem tem mais contribua proporcionalmente mais para que isso venha a ocorrer".

A íntegra do artigo pode ser lida aqui.

 

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