Se no final do processo, o card. Becciu for declarado inocente, o que acontecerá com ele? E, aliás, o que é a presunção de inocência afetiva?

Foto: Vatican Media

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02 Setembro 2021

 

Se no final do processo contra "Becciu + 9", o cardeal da Sardenha fosse declarado inocente, como se procederá? O Santo Padre disse na entrevista à Cope: "Espero sinceramente que ele seja inocente". O Papa tinha recebido uma pergunta específica sobre a questão: O que o senhor mais teme, que [Becciu] seja declarado culpado ou inocente, levando em consideração que o senhor mesmo deu permissão para levá-lo a julgamento?

A reportagem é publicada por Il sismografo, 01-09-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

A resposta completa do Papa Bergoglio, de acordo com a tradução do espanhol para o italiano fornecida pelo L'Osservatore Romano, foi esta, pronunciada enquanto consultava algumas notas que tinha sobre a mesa:

“Ele está sendo julgado de acordo com a legislação do Vaticano. Antes os juízes dos cardeais não eram os juízes de estado como acontece hoje, mas sim o chefe de estado. Espero sinceramente que ele seja inocente. Entre outras coisas, ele foi meu colaborador e me ajudou muito. É uma pessoa que estimo muito, e o meu desejo é que saia bem do processo. Mas, convenhamos, é uma forma afetiva de presunção de inocência. Além da presunção de inocência, quero que saia bem. Porém, será a justiça a decidi-lo.”

O Pontífice diz e não diz muitas coisas e outras são um tanto enigmáticas como aquela de qualquer princípio jurídico que apresenta como “forma afetiva de presunção de inocência”, um conceito novíssimo na jurisprudência.

Mas o mais interessante é o seguinte: e se Becciu for declarado inocente, ele terá de volta os direitos e as prerrogativas removidas ou suspensas? Ele será nomeado novamente prefeito? E, nesse caso, o que fará o cardeal Marcello Semeraro?

 

Nota do Instituto Humanitas Unisinos – IHU

 

A íntegra da entrevista do Papa Francisco pode ser ouvida, em espanhol, aqui.

 

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