Maia diz que questão do meio ambiente prejudica imagem do Brasil: ‘Se não resolvermos, não adianta fazer reformas’

Greenpeace – Manifestação na frente do Palácio do Planalto. | Foto: Gabriel Paiva | Fotos Públicas

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01 Novembro 2019

Presidente da Câmara participou de evento em São Paulo e destacou a correlação entre investimento internacional e a questão do meio ambiente.

A reportagem é publicada por G1, 29-10-2019.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (28) em um evento na cidade de São Paulo que a imagem do Brasil no exterior “não parece muito boa nesse momento” por causa da agenda do meio ambiente.

“Voltei agora da Inglaterra. De Londres fui à Irlanda, em Dublin, onde a agenda do meio ambiente é muito forte. E nossa imagem não parece muito boa nesse momento. E isso, se nós não resolvermos, não adianta fazer reformas tributárias, administrativas, previdenciária, porque vocês sabem melhor do que eu que há uma correlação entre investimento internacional e a questão do meio ambiente”, disse Maia no evento ‘Meio Ambiente e os Desafios de uma Reforma Tributária Justa e Eficiente’.

Nos últimos meses, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve de lidar com questões ambientais que chamaram a atenção do mundo, como as queimadas na Amazônia e as manchas de óleo nas praias do Nordeste.

“Acho que é um ativo que veio para ficar muitos anos, e o Brasil é parte da construção dessa agenda, e nós não podemos perder esse tema, que seja na questão tributária, que seja na nossa estrutura”, continuou.

A fala do presidente da Câmara durou cerca de 20 minutos. Maia destacou que as reformas precisam estar inseridas dentro de medidas que tragam benefícios concretos à população.

“Nós também temos um modelo onde os interesses particulares se sobrepõem aos coletivos”, disse. “É óbvio que a gente tem um volume de carros enorme. Estimulamos a produção de carros em detrimento do transporte de massa. É óbvio que fizemos isso. São Paulo tem 120 km de Metrô; de trem, a China construiu 9 mil km. E nós continuamos achando – e o Congresso fez parte disso, infelizmente, eu fiz parte disso, aprovamos o Rota 2030. Eu, pessoalmente, era radicalmente contra, mas como, graças a Deus, não sou dono do parlamento, e vivemos numa democracia, aprovamos a renovação de incentivos para o setor automobilístico”, reconheceu Maia.

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