Estimulada pelas redes, obsessão pela magreza começa cada vez mais cedo

Foto: Freepik

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21 Janeiro 2019

É bem assustador entrar no Instagram e buscar hashtags como #ana e #mia, que se referem a anorexia e bulimia. São milhões de publicações de pessoas – normalmente meninas – tentando se manter em dietas super rígidas, ou dando dicas, ou recebendo "apoio" para continuar, ou postando fotos com as costelas aparecendo, ou tudo isso junto. Uma matéria do Estadão conta que a busca por dietas malucas na internet começa muito cedo, e profissionais relatam atendimento a crianças com transtornos alimentares a partir dos 8 anos de idade. Uma pesquisa do TIC Kids Online descobriu que uma entre quatro brasileiras de 11 a 14 anos disse já ter tido contato na internet com formas para ficar muito magras.

A informação foi publicada por Outra Saúde, 21-01-2019.

Além do Instagram, onde as imagens da magreza extrema fazem sucesso, o Twitter tem perfis secretos compartilhando dicas de como enganar a família sobre as (ausentes) refeições e ensinam práticas para perder peso. E no Whatsapp, essa terra de ninguém, há inúmeros grupos ligados a anorexia e bulimia promovendo mutirões de jejuns. A reportagem transcreve a descrição de um deles, com mais de 200 participantes: "Todas unidas com um único propósito, foco no NF (no food), foco na beleza, rumo à magreza extrema. Rumo à perfeição".

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