Schönborn, novo prefeito para a Doutrina da Fé?

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Por: André | 19 Julho 2016

No próximo mês de setembro, depois da Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia e do recesso geral de verão de Roma, poderá haver novas e importantes mudanças de pessoal no Vaticano. Entre eles estaria a possível nomeação do cardeal Christoph Schönborn – a quem o Papa Francisco confiou a apresentação da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, em vez do cardeal – para o cargo de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

A reportagem é de Cameron Doody e publicada por Religión Digital, 18-07-2016. A tradução é de André Langer.

O primeiro movimento será a substituição do cardeal Stanislaw Dziwisz, o atual arcebispo de Cracóvia, por razões de idade. Espera-se que seu cargo à frente da arquidiocese polonesa seja ocupado pelo cardeal Stanislaw Rilko – outro filho espiritual de São João Paulo II –, mas ainda ficaria a incógnita de quem substituiria Dziwisz na presidência do Pontifício Conselho para os Leigos, organismo que em breve será incorporado aos Conselhos para a Família e a Pastoral da Saúde. Com outras palavras: a aposentadoria de Dziwisz poderia ser a ocasião perfeita para que o Papa Francisco implemente as mudanças de pessoal que durante muito tempo se esperou, mas que se viram frustraram por resistências da cúria.

O nome mais cotado para o novo dicastério dos Leigos, Família e Vida – organismo que surgirá da fusão dos antigos Pontifícios Conselhos – é o do cardeal Oscar Maradiaga, um dos aliados mais importantes do Papa Francisco e estreito colaborador deste no Conselho de Cardeais.

Francisco também terá que encontrar um substituto para o cardeal Angelo Amato – atual prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que já tem 78 anos – e este poderia materializar-se na pessoa do arcebispo Angelo Becciu, o atual sostituto ou vice-presidente de Estado do Vaticano. Esta reestruturação seria completada com a nomeação do arcebispo Gabriele Caccia, o atual núncio no Líbano, como novo vice de Pietro Parolin.

Mas, talvez, a nomeação que mais impacto teria no Vaticano seria a do cardeal Christoph Schönborn como novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, especulação que vem cobrando verossimilhanças por, pelo menos, duas razões: por um lado, a confiança que o Papa Francisco tem nele e, por outro lado, a aposentadoria, já há algumas semanas, do cardeal Karl Lehmann como arcebispo de Mainz, cidade que poderia ser o novo destino do cardeal Gerhard Müller.

O fato de que Müller volte para casa poderia ser interpretado como castigo, mas o cardeal alemão não necessariamente o tomaria como tal: a Arquidiocese de Mainz segue sendo um posto de prestígio na Igreja alemã e, além disso, Müller fez seu doutorado com Lehmann na universidade da capital do Estado da Renânia-Palatinado.

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