Dom Gonzalo López Marañón morreu em Angola

Mais Lidos

  • Para o sociólogo, vivemos tempos de anomalia. A sociedade pós-moderna “esfacelou as identidades sociais” e está difícil “ter uma percepção clara e objetiva do que está acontecendo”

    O momento é de ruptura dialética da historicidade social: “um eclipse total da lua”. Entrevista especial com José de Souza Martins

    LER MAIS
  • "O Cântico das Criaturas nos ajuda a defender a vida". Entrevista com Stefano Mancuso

    LER MAIS
  • Dossiê Fim da escala 6x1: Redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6X1 - As lutas pelo direito ao trabalho no Brasil. Artigo de Ricardo T. Neder

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 10 Mai 2016

Dom Gonzalo López Marañón (foto), que foi bispo do Vicariato Apostólico da Província de Sucumbíos, morreu em Angola, onde atualmente residia.

A informação é publicada por El Comercio, 08-05-2016. A tradução é do Cepat.

 
   

O sacerdote espanhol presidiu a Igreja de San Miguel de Sucumbíos por mais de 40 anos, até que em fins de 2011, aos 75 anos de idade, apresentou a renúncia ao papa Bento XVI. Durante o tempo que durou seu serviço, os Carmelitas Descalços, ordem da qual dom López pertenceu, construíram um modelo de Igreja com um forte enfoque social, com ativa participação de indígenas, afrodescendentes e mulheres.

O religioso abandonou o Equador em 2011, após protagonizar e liderar primeiramente uma rebelião contra a decisão do Vaticano de colocar nas mãos dos Arautos do Evangelho o cuidado pastoral do Vicariato Apostólico de Sucumbíos, e depois se declarar em greve de fome, a que chamou jejum, para conseguir a paz eclesial. A página digital Infocatólica relatou que esse modelo também “incluía o abandono sacramental quase absoluto do povo católico, que em sua maior parte viu com esperança a chegada dos Arautos do Evangelho a Sucumbíos”. De fato, ao comunicar a dom López Marañón a aceitação de sua renúncia, o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos apontou em sua carta que “o novo Administrador Apostólico terá que organizar o Vicariato e implantar de maneira diferente todo o trabalho pastoral”.

Após sua aposentadoria como Vigário Apostólico de Sucumbíos, a nomeação como Vigário Apostólico de dom Rafael Ibarguren, dos Arautos do Evangelho, foi resistida por integrantes e seguidores do movimento ISAMIS, fundado pelos Carmelitas Descalços. Outros grupos de fiéis da diocese apoiaram a presença de dom Ibarguren e dos Arautos em Sucumbíos, ocorrendo graves enfrentamentos. O Papa nomeou dom Ángel Polibio Sánchez como Delegado Pontifício.

O boicote contra a decisão vaticana por parte dos Carmelitas e o ISAMIS recebeu o apoio do Governo de Rafael Correa (que lhe outorgou a elevação a Ordem Nacional do Mérito, com o grau de Cavaleiro), que advertiu a Santa Sé que poderia vetar a nomeação de qualquer bispo, mesmo que depois tenha desdito ao afirmar que seu governo respeitaria a nomeação para Sucumbíos.

No dia 02 de maio passado, o papa Bento XVI convocou urgentemente o Geral dos Carmelitas Descalços para uma Audiência Privada e pediu à ordem para retirar imediatamente os Carmelitas do Vicariato de Sucumbíos. Finalmente, os Carmelitas deixaram o Vicariato, o prelado emérito protagonizou a greve de fome e os Arautos também saíram, desistindo da missão que lhes havia sido encomendada. O prelado retornou a Espanha, para o convento que os carmelitas possuem em Ávila, onde passou um ano sabático e de reflexão.

Posteriormente, viajou a Angola, de onde se notificou seu falecimento.