Francisco e Bartolomeu farão uma refeição com os refugiados no campo de Moria

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Por: André | 14 Abril 2016

O arcebispo de Atenas e Grécia, Jerônimo, afirmou nesta quarta-feira que a visita do Papa Francisco à ilha de Lesbos constitui “um sinal muito forte às nações e aos seus líderes para que assumam suas responsabilidades” diante da crise de refugiados.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 13-04-2016. A tradução é de André Langer.

Jerônimo, que, junto com o patriarca ecumênico Bartolomeu, acompanhará Francisco durante a sua breve visita a Lesbos no sábado, acrescentou que esta terá um caráter “muito simples” e pouco ostensivo, para não provocar reações na comunidade cristã, onde ainda “há divisões e diferenças dogmáticas” entre ortodoxos e católicos.

Durante a audiência geral celebrada no Vaticano nesta quarta-feira, Francisco indicou que durante a sua visita expressará sua “proximidade e solidariedade” com os refugiados que fogem de seus países em conflito, mas também com o povo da Grécia, “tão generoso em sua acolhida”.

Em Lesbos, Francisco, Bartolomeu e Jerônimo visitarão o acampamento de refugiados de Moria, transformado em centro de detenção desde que entrou em vigor o acordo de deportação para a Turquia, onde farão uma refeição com eles.

Na sequência, os três líderes religiosos se deslocarão até o porto de Mitilene, onde farão uma oração pelos refugiados.

A visita durará pouco mais de três horas e começará com a chegada do Papa ao aeroporto da ilha, onde será recebido pelo primeiro ministro, Alexis Tispras, e os dois líderes da Igreja ortodoxa grega, que chegarão a Lesbos na sexta-feira.