TO: Instaurado inquérito para apurar ameaças a camponeses e defensores dos direitos humanos

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Setembro 2014

O Ministério Público Federal no Tocantins (MPF/TO), por intermédio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, instaurou inquérito civil para investigar ameaças relacionadas a conflitos fundiários no Tocantins feitas contra camponeses, defensores de direitos humanos, integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e de outros movimentos sociais.

A reportagem foi publicada pela Procuradoria da República no Estado do Tocantins, 12-09-2014.

A situação dos camponeses foi relatada pelo advogado e integrante da CPT, Silvano Lima Rezende e Edmundo Rodrigues Costa, e pela coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos, Maria de Fátima Dourado, em audiência com o procurador Fernando Antonio Alves Oliveira Júnior. Além das ameaças recebidas pelos camponeses, Silvano informou que recentemente pessoas desconhecidas em um carro preto o procuraram em sua casa, na qual ele não estava no momento, e permaneceram circulando nas imediações. Desde então, ele tem recebido ligações de celular com número restrito sem que nada seja dito.

Os representantes da CPT informaram que há apenas uma delegacia agrária no Estado do Tocantins, mas não há promotoria agrária, nem vara especializada. Uma das lutas da Comissão é para que seja criada uma vara agrária em Palmas e uma em Araguaína e a quantidade necessária de promotorias agrárias, o que, segundo a Comissão, melhoraria a repressão criminal e ajudaria a reduzir a violência no campo.