Infectologista adverte para risco de doenças geradas pelo lixo no Rio

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08 Março 2014

Um dos pilares da saúde pública, que é o recolhimento regular de lixo, está comprometido. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O infectologista avaliou que um dos pilares da saúde pública, que é o recolhimento regular de lixo, está comprometido. “Quando se compromete o recolhimento regular de lixo, você pode favorecer o desenvolvimento de várias doenças infectocontagiosas. É uma realidade preocupante”, salientou o especialista.

A reportagem é publicada por EcoD, 07-03-2014.

O lixo acumulado desde o início do Carnaval na capital fluminense, devido à paralisação de um grupo de garis descontentes com o acordo firmado pelo sindicato da categoria com a prefeitura, contribui para a proliferação de ratos e outros roedores que se alimentam desses detritos. O alerta foi feito na quinta-feira, 6 de março, pelo professor de infectologia pediátrica e diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski.

“Fora a possibilidade de aumento de moscas, lacraias e baratas – insetos que também transmitem doenças”, acrescentou Migowski à Agência Brasil.

O professor da UFRJ advertiu que com as chuvas de março, as quais encerram o período de verão, existe a possibilidade de enchentes. “E aí, esse lixo, cheio de papel higiênico sujo e urina de rato, pode trazer riscos de hepatite A, leptospirose. Ou seja, várias doenças que podem surgir dos resíduos sólidos”.

O infectologista avaliou que um dos pilares da saúde pública, que é o recolhimento regular de lixo, está comprometido. “Quando se compromete o recolhimento regular de lixo, você pode favorecer o desenvolvimento de várias doenças infectocontagiosas. É uma realidade preocupante”, salientou o especialista.