Capovilla não irá a Roma; receberá o barrete em Sotto il Monte

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Por: André | 21 Fevereiro 2014

O arcebispo Loris Capovilla (foto), de 98 anos, não irá a Roma para o Consistório no qual será criado cardeal. Nesta quinta-feira, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou a colocação dos novos cardeais para as visitas de cortesia no Palácio Apostólico e na Sala Paulo VI. O nome do ex-secretário do Papa João XXIII não consta na relação.

 
Fonte: http://bit.ly/1eSxfcn  

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada no sítio Vatican Insider, 20-02-2014. A tradução é de André Langer.

“Pedi ao Santo Padre para que me dispensasse da viagem a Roma. Minhas forças diminuíram muito, e me sinto desconfortável no meio de tantas pessoas”, explicou Capovilla ao Vatican Insider. O prelado, que há tempos não sai de casa, conserva toda a sua lucidez. Já havia preparado o hábito vermelho (que foi confeccionado pelas monjas que cuidam dele) e, em princípio, havia pensado em participar da cerimônia. Mas, ao final, reconsiderou e pediu a Francisco que o dispensasse.

No sábado de manhã converter-se-á em cardeal, quando o Pontífice proclamar o seu nome no Consistório, mas receberá o barrete púrpura alguns dias depois, no Sotto il Monte, seguramente no dia 1º de março, na Igreja consagrada por Roncalli. Um delegado do Papa se ocupará de levar o barrete.

Não é a primeira vez que um cardeal, devido à idade ou por condições de saúde delicadas, é dispensado da presença no Consistório. O cardeal Alberto Bovone, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em 1998 recebeu o barrete das mãos do secretário de Estado Angelo Sodano no Hospital Gemelli, onde se encontrava hospitalizado devido a uma doença (a mesma que o levaria à morte poucas semanas depois).

Mas neste caso, não houve na história apenas motivos de idade ou saúde. O próprio Angelo Roncalli, o futuro João XXIII, criado cardeal por Pio XII enquanto era núncio apostólico em Paris em dezembro de 1853, recebeu (com uma velha tradição que já não está em vigor) o barrete vermelho das mãos do presidente da República Francesa, Vincent Auriol. O mesmo ocorrera no caso do núncio apostólico na Espanha.