Testes com animais. “Existem vários métodos alternativos"

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19 Outubro 2013

A prova de que os testes com animais também falham está na talidomida, que não mostrou efeitos indesejáveis em animais, mas provocou graves defeitos quando usada em humanos, e no diclofenaco. Esses são alguns dos argumentos contrários aos testes com animais do veterinário e professor na Universidade Regional de Blumenau (SC) Silvio Luiz Negrão, arrolados em entrevista publicada pelo jornal Zero Hora, 19-10-2013.

Eis a entrevista.

Existem alternativas ao uso de animais para testes de produtos cosméticos e farmacêuticos?

Existem vários métodos alternativos para testes de produtos cosméticos e farmacêuticos que, em muitos casos, eliminariam a necessidade de realizar os testes primeiro em animais para depois transpor os resultados aos humanos, como a utilização de células e tecidos cultivados em laboratório para pesquisas toxicológicas e investigações de natureza bioquímica. Culturas de células de diversos tecidos podem ser utilizadas e nelas podem ser realizados testes de toxicidade de várias substâncias.

O senhor é contrário ao uso de animais para testes? Por quê?

O especismo pode ser definido como uma forma discriminatória pela qual os humanos tratam seres de outras espécies como se estes existissem, exclusivamente, para servir aos interesses dos humanos. Nesta perspectiva, os interesses de alguns seres humanos sempre são colocados como inquestionavelmente superiores e, portanto, prioritários em relação aos interesses de todos os demais animais.

Os experimentos reduzem os riscos do uso de medicamentos?

A justificativa do uso de animais em testes de produtos e medicamentos não deve ser devido a sua segurança ou pela diminuição dos riscos quando este produto ou medicamentos for usado em seres humanos. Caso contrário, vários medicamentos humanos não seriam lançados no mercado.

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