O boato do fim do Bolsa Família e a percepção popular

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

23 Mai 2013

"Há um elemento pouco explorado nesta história do boato do fim do Bolsa Família. Trata-se da percepção popular a respeito das políticas públicas que conformam o lulismo. Em outras palavras, a corrida que gerou mais de 900 mil saques das contas do programa na CEF indica que há insegurança em relação à situação econômica do país. Interessante que tal percepção aparece aqui e acolá".

O comentário é de Rudá Ricci, sociólogo, e publicada no seu blog, 23-05-2013.

Ontem, a Country Ratings Pool divulgou os dados da pesquisa anual sobre percepção da imagem externa de 25 países.

A percepção sobre o Brasil melhorou levemente (de 45% para 46%) entre os 26 mil entrevistados que afirmaram que o Brasil tem imagem positiva. Mas houve aumento daqueles que indicaram imagem brasileira negativa, principalmente em relação às nossas dificuldades econômicas (de 18% para 21%).

Não chega a ser um desastre, mas uma tênue nuvem cinza. No mesmo caminho, a revista Forbes, que acaba de indicar a presidente Dilma Rousseff como a segunda mulher mais poderosa do planeta, ressalva que ela tem a "tarefa de levar o país adiante após dois anos com as taxas de crescimento mais lentas em mais de uma década".

Novamente, a Forbes explicita uma percepção com sinais trocados: embora tenha poder, sua perfomance na área econômica gera desconforto.

Um boato tem que ser crível ou será motivo de chacota ou descaso. Algo como "onde há fumaça, há fogo". Se a fumaça sair de um pequeno cinzeiro, será difícil alguém, em sã consciência, acreditar que se trata do início do incêndio de todo um quarteirão ou o surgimento de um novo Nero.