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23 Março 2012

Há grande expectativa no México e em Cuba pela visita que o pontífice, entre polêmicas e esperanças, fará a esses dois países-chave do continente americano a partir desta sexta-feira até a próxima quinta-feira.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no jornal La Stampa, 22-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O papa parte nesta sexta-feira para uma viagem tanto religiosa como política. Terão uma conversa "fora de programa" com o papa os dissidentes cubanos e Fidel Castro, mas não as vítimas no México do fundador pedófilo dos Legionários de Cristo, Maciel. "Os bispos mexicanos não a solicitaram", explica o porta-voz do Vaticano, Lombardi.

O que sobreaquece o clima da etapa mexicana da missão são os documentos top secret publicado pela revista Proceso sobre os acobertamentos da Cúria, crimes e delitos de Maciel que "Wojtyla não podia ignorar".

São quatro cidades que Bento XVI vai visitar no México e em Cuba. São dez os discursos que, no bicentenário da independência, ele irá pronunciar em seis dias de visita entre potencialidades e contradições da América Central, "acionista majoritária" da Igreja global.

Guanajuato é o núcleo duro do catolicismo mexicano, mas também a pátria dos cinco cartéis do narcotráfico e o palco de combates entre organizações criminosas e polícia (com um balanço anual de milhares de vítimas). O México é o segundo país católico mais populoso, mas o anticlericalismo proíbe que os bispos tenham um perfil público.

Depois, em Cuba, onde a Igreja trabalha subterraneamente para uma transição soft à democracia (no modelo do pós-franquismo na Espanha). Uma escalada de compromissos institucionais e pastorais que irá culminar no dia 23 de março, em Havana, com a missa na Praça da Revolução, cenário das grandes conglomerações do regime castrista. Ratzinger vai ditar em espanhol a agenda futura.Virando páginas escuras, dentro e fora da Igreja.