"A primavera árabe acabou", afirma jesuíta da Síria

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02 Agosto 2011

O padre Paolo Dall`Oglio, do mosteiro de Mar Musa, relata à Rádio do Vaticano a dor pelo massacre de Hama.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 01-08-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Do mosteiro sírio, o padre jesuíta comentou os massacres cometidos pelo exército na Síria, afirmando que "o país não deve ser dividido, senão morre".

"Há um imenso sofrimento por parte de todos, porque o uso da violência é uma tragédia para aqueles que a sofrem e para quem assume a sua responsabilidade moral".

"Estamos em uma profunda angústia pelo futuro do país, no momento em que, neste primeiro dia do Ramadã, gostaríamos de unir os nossos desejos, as nossas energias espirituais e as nossas esperanças para desejar alguma coisa diferente", disse o Pe. Dall`Oglio do seu mosteiro no deserto sírio.

O jesuíta, há muito tempo fortemente comprometido com o diálogo entre as fés, destacou amargamente que "a primavera árabe acabou: estamos em um verão quente". "Quem conseguiu realizar essa mutação em poucas semanas – explica – ganhou na loteria. A Síria e o Iêmen são países caracterizados por uma complexidade sócio-cultural-religiosa e por outro motivos, assim como a Líbia. Esses países continuam no meio do caminho. Tudo se torna um parto estrangulado".

Segundo o Pe. Dall`Oglio, além disso, "a sociedade síria é uma sociedade fortemente caracterizada pelas filiações religiosas, étnicas e comunitárias. Por isso, os sírios estão muito ligados à sua unidade nacional, que pressupõe uma capacidade de transcender as filiações comunitárias e, portanto, verdadeiramente, de fundar a unidade nacional sobre um sentimento de comunidade de destino, de cultura comum, de história comum".

"Eu certamente acredito na Síria", acrescenta. "Não estamos na situação sudanesa. Aqui, devido a uma série de motivos, é oportuno que uma parte do país se constitua como uma realidade autônoma e independente. A Síria é um país que não deve ser dividido, porque, dividido, morre".