Sudão: bispo pede fim imediato ao conflito

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

    O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

    LER MAIS
  • O que é o Conselho da Paz, que será inaugurado amanhã por Donald Trump, e quem participa dele?

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Junho 2011

Mais de 60.000 pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido aos combates em Kordofan do Sul, na região fronteiriça entre o norte do Sudão e a República do Sudão do Sul, que em breve será formada.

A reportagem é do sítio Independent Catholic News, 15-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Cáritas teme que uma crise humanitária esteja se desenvolvendo rapidamente devido ao conflito e à falta de acesso à população afetada pela comunidade humanitária.

O bispo auxiliar Michael Didi Adgum Mangoria, de El Obeid, cuja diocese abrange as áreas mais atingidas, disse que as pessoas têm fugido dos combates, tentando, se conseguirem, escapar do conflito.

Disse Dom Mangoria: "A guerra deve acabar imediatamente. Há um grande sofrimento entre as pessoas. A comunidade internacional deve fazer todo o possível para apoiar o retorno a um acordo de paz negociado".

Mais de 70% da população de Kadugli fugiu enquanto a cidade eram engolida por pesados combates, incluindo bombardeios aéreos. Mais de 27.000 pessoas de Kadugli fugiram para Kauda, mas bombardeios aéreos também têm sido relatados lá. Acredita-se que um número desconhecido de pessoas esteja escondido nas montanhas de Nuba. Famílias procurando por desalojados estão ficando sem comida, enquanto as fontes comerciais são interrompidas. O início da estação das chuvas vai fazer com que o acesso às pessoas se torne ainda mais difícil.

A comunidade humanitária de Kadugli está confinada ao complexo da Missão da ONU no Sudão (Minus), devido à situação de insegurança. Eles são incapazes de chegar às comunidades afetadas.

Relatórios indicam que, depois de passar vários dias em campo aberto com pouca ou nenhuma comida ou água, a saúde daqueles que fogem do conflito está se deteriorando. Relatos de violência sectária contra civis estão impedindo que as pessoas retornem para suas casas. A Cáritas exorta a ambos os lados do conflito a proteger os civis, e quaisquer abusos devem ser investigados, e os responsáveis, levados à justiça.

Segundo Dom Mangoria, "as pessoas fogem de suas casas para defender suas vidas em Kadugli. Algumas foram para os vilarejos, outras para o complexo da Minus, outras chegaram ao complexo do Sudan Aid (parceiro da Cáritas no Sudão) em El Obeid, e aqueles que tem meios foram para lugares mais seguros, até a localidades tão longes quanto Khartoum. As pessoas deixaram suas casas sem nada. Há uma necessidade urgente de alimentos, remédios e abrigos".

Dom Mangoria fez um apelo emocionado pelas orações de todas as pessoas de todas as religiões. Ele disse: "É vital fornecer ajuda humanitária, mas também é muito importante que todos nós demos ao Sudão as nossas orações pela paz".

O Sudão do Sul irá se tornar independente do Sudão no dia 9 de julho de 2011.

A Cáritas está promovendo uma campanha de oração internacional pelo Sudão e pelo futuro Sul do Sudão. Leia mais aqui.