Governo desiste de nomeação de Sader

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02 Março 2011

Foi numa reunião entre a presidente Dilma Rousseff e integrantes da cúpula petista, como Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, que o governo decidiu o destino de Emir Sader.

A reportagem é de Ana Paula Sousa e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 03-03-2011.

O sociólogo, que deveria assumir nos próximos dias a presidência da Casa de Rui Barbosa, uma das sete autarquias diretamente ligadas ao Ministério da Cultura (MinC), virou assunto de governo após chamar a ministra Ana de Hollanda de autista.

Em entrevista publicada pela Folha no último domingo, Sader acusou Hollanda de "não falar" e de ser "meio autista". Ele também defendia a transformação da Casa de Rui Barbosa, tradicionalmente dedicada à preservação de acervos literários, em um centro de discussões sobre os feitos do governo Lula.

No próprio domingo, secretários e assessores de comunicação do governo trocaram telefonemas. Fontes ouvidas pela Folha dizem que, na segunda-feira, Hollanda já estava decidida a cancelar a nomeação de Sader.

Se não fez isso de imediato foi por saber que, ao mexer nessa peça, bagunçaria o tabuleiro político do ministério. Sader, afinal de contas, faz parte do setor cultural do PT. Sua ausência dos quadros do ministério não é bem vista por parte do partido.

O governo temia, além disso, que a "exoneração" de alguém que nem empossado tinha sido gerasse críticas à gestão da nova ministra.

Até mesmo a presidente Dilma chegou a comentar com interlocutores que Hollanda tem tido dificuldades para controlar a oposição dentro do próprio ministério.

Segundo fontes ligadas à Presidência, Rousseff avaliou que a ministra precisa ser mais firme no cargo.
Apesar de, em última instância, a decisão ter sido tomada pelo Planalto, a nota oficial foi emitida pelo MinC, numa forma de circunscrever as esperadas reações pró-Emir Sader ao ministério.

Até o fechamento desta edição, o nome de seu substituto não havia sido definido. Uma possibilidade é que seja mantido o presidente atual, José Almino de Alencar.

O governo também estaria tentando encontrar um novo lugar para que Sader coloque de pé as ideias que tinha para a casa que não será sua.