Leão XIV viajará ao Peru (com uma escala em Chiclayo) na primeira quinzena de novembro

Foto: Vatican News

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19 Junho 2026

Segundo o presidente interino do país, o Papa visitará a diocese onde atuou como bispo, além da capital, Lima, e das cidades de Piura e Pulcallpa, e possivelmente Puno e Iquitos. A viagem deverá durar entre oito e dez dias.

A reportagem é de Jesus Bastante, publicada por Religión Digital, 18-06-2026.

O Papa Leão XIV retornará à sua amada Chiclayo. E o fará muito em breve. Mais especificamente, durante a primeira quinzena de novembro, conforme indicado pelo presidente interino do Peru, José María Balcázar (e noticiado aqui pela Religión Digital), que se encontrou com o pontífice esta manhã no Vaticano. A viagem, sujeita à confirmação oficial da Santa Sé, o levará à diocese onde foi bispo, bem como à capital, Lima, e às cidades de Piura e Pulcallpa, e possivelmente Puno e Iquitos. A viagem deverá durar entre oito e dez dias.

Durante o encontro, que segundo Balcázar foi excepcionalmente longo (duas horas), o presidente destacou que Leão "foi muito generoso, lembrou-se de Chiclayo, conversamos sobre muitas coisas além da política nacional, sobre a arte culinária de Chiclayo, sobre abóbora-d'água, cabra e pato com arroz. Ele está animado para comer em Chiclayo novamente."

Balcázar enfatizou que o Papa espera que os peruanos se unam, evitem desavenças, que o Peru deixe de ser politicamente dividido e que os políticos se concentrem no futuro em vez de em aparições na mídia. "Ele está plenamente consciente da importância das recentes eleições", ressaltou.

Por sua vez, como salientou a Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro com a Secretaria de Estado serviu para demonstrar "satisfação com as boas relações entre a Santa Sé e o Peru, bem como o desejo de as fortalecer ainda mais".

O Vaticano, que não comentou a viagem (havia sido noticiado que a visita papal também o levaria ao Uruguai e à Argentina), afirma que o encontro bilateral "abordou questões de interesse comum, incluindo desenvolvimentos socioeconômicos, mineração ilegal, promoção do bem comum e do diálogo, bem como o compromisso com a coesão social". Houve também "uma troca de opiniões sobre a situação sociopolítica regional e internacional, com atenção especial ao fenômeno da migração, ao crime organizado e às repercussões dos conflitos". 

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