Defensoria Pública mira plataformas de hospedagem por preços abusivos para a COP30

Foto: Laboratório de Historiografia da Arquitetura e Cultura Arquitetônica | Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Agosto 2025

O Núcleo de Defesa do Consumidor (NUDECON) da Defensoria Pública do Pará emitiu uma recomendação a plataformas de hospedagem após denúncias de preços abusivos para o período da COP30. A medida foi tomada em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça, por meio do PROCON, o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Procuradoria-Geral do Estado e após reunião do setor, informam g1, Agência Brasil, CNN e O Globo.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 10-08-2025.

Entre as plataformas acionadas estão Booking, Decolar e Airbnb. O documento enviado aos sites de hospedagem recomenda que, em 10 dias, eles notifiquem hotéis e pousadas que anunciam diárias três vezes ou mais acima da média da alta temporada. A verificação deve ser baseada nos últimos 12 meses.

As plataformas também precisarão avaliar o preço das hospedagens com base no valor de mercado, de acordo com a categoria em que elas estão inseridas. O prazo para as empresas ajustarem os preços é de 48 horas. Caso não façam as mudanças, a plataforma deve suspender a publicação.

Os altíssimos preços da hospedagem em Belém a três meses da COP30 estão deixando delegações de países e organizações cada vez mais preocupados. Segundo a Central da COP, coluna do Observatório do Clima publicada n’O Globo, uma reunião de representantes da conferência, do governo brasileiro e da sociedade civil na semana passada terminou azeda, com participantes relatando desespero com a situação e com a falta de respostas da Casa Civil, responsável pela logística da cúpula do clima.

Também na semana passada, o Instituto Internacional Arayara ingressou com uma ação civil pública no Tribunal de Justiça do Pará contra Airbnb e Booking, além de oito hotéis de Belém. A organização contesta os preços, que considera abusivos, para o período da COP30, informa a Folha.

A possibilidade de ações judiciais contra as altas tarifas de hospedagem em Belém divide autoridades e especialistas, segundo O Globo. De um lado, entende-se que definir os valores das diárias é uma prerrogativa dos hotéis assegurada pela legislação. Do outro, observa-se casos que desrespeitam o Código do Consumidor e a Constituição.

Os preços de Belém já provocaram baixas na COP30. O presidente da Áustria, Alexander van der Bellen, não participará do evento por “disciplina orçamentária”. Assim, a crise de hospedagem mobiliza diplomatas, tementes com uma debandada que impacte os resultados da cúpula, segundo a Folha.

Em nota, a Presidência da COP30, a Secretaria Extraordinária da COP30, a SECOM e a Embratur reiteraram o compromisso com a realização de uma conferência climática ampla, inclusiva e acessível. Segundo os órgãos, o plano de acomodação está sendo implementado em fases, com prioridade para as delegações que participarão diretamente das negociações oficiais da cúpula.

Os problemas com hospedagem em Belém para a COP30 também foram repercutidos por Folha, Estadão, O Globo e g1.

Em tempo

O programa de voluntariado da COP30 preencheu pouco mais da metade das 4.346 vagas oferecidas. Foram pré-selecionadas 2.375 pessoas (54,6% do total), informa a Folha. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica do Pará, responsável pelo programa, diz que a ONU exige ao menos 1.100 voluntários para o evento. Por isso não há previsão de abertura de novas inscrições.

***

Após a publicação da matéria, a assessoria de comunicação do Airbnb entrou em contato, solicitando a inclusão do posicionamento da empresa, que reproduzimos a seguir:

"Até o momento, o Airbnb não foi notificado formalmente sobre o caso mencionado.

Os valores correspondentes às acomodações anunciadas no Airbnb são definidos diretamente pelos próprios anfitriões, que possuem total autonomia e independência para gerenciar e personalizar seus anúncios.

Diante da importância da COP30 e do papel de Belém como sede de um evento de impacto global, o Airbnb tem empreendido esforços adicionais de conscientização junto à comunidade local de anfitriões, incentivando práticas responsáveis e alinhadas aos objetivos do evento.

O Airbnb segue comprometido a colaborar com uma experiência positiva para todos os envolvidos, promovendo acesso, diversidade de opções e respeito aos visitantes e à cidade."

Leia mais