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O ouro é preto e feminino. Artigo de Edelberto Behs

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13 Agosto 2024

O ouro das medalhas conquistadas pelo Brasil nas Olimpíadas da França tem duas marcas: ele é preto e é feminino. Quanta emoção e orgulho ver Rebeca Andrade no pódio sendo reverenciada pelas outras medalhistas, prata e bronze, atletas estadunidenses em reconhecimento à performance da brasileira!

O artigo é de Edelberto Behs, jornalista.

Eis o artigo.

Numa Olimpíada, os países enviam para o campo de disputas – este ano foram 48 modalidades – o melhor de seus quadros coletivos e individuais.

É uma vitrina internacional. Nos tempos gregos, a Olimpíada significava a trégua de toda e qualquer hostilidade entre cidades e regiões, o que, infelizmente, não foi o caso em 2024.

As medalhas das mulheres é um tapa na cara de um país machista, misógino e racista. Por que será que o podium nas prisões brasileiras é preto?

Negros e negras são pessoas vulnerabilizadas pela sociedade, que tem uma imagem estereotipada de negros como sendo perigosos e bandidos.

“Historicamente, pessoas negras são as maiores vítimas da violência no Brasil, aspecto que, infelizmente, se discute ano após ano nas edições do Atlas da Violência”, arrola a publicação. Pesquisa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) constatou que 63% das abordagens policiais na cidade do Rio de Janeiro têm com alvo pessoas negras, contra 31% de pessoas brancas!

O Brasil é aquele país abençoado por Deus, explorado há séculos por uma elite egoísta, burra e aproveitadora, onde a cada dia são perpetrados quase 5 feminicídios, crime definido, pelo preceito legal, como homicídio cometido “contra a mulher por razões da condição do sexo feminino”.

Essa elite, que procura extrair do bem público benesses privadas, seja em negociatas, propinas, salários, cargos e funções, não é merecedora dessa alegria medalhista. Será que se deram conta que Rebeca é filha de Dona Rosa, que sozinha criou sete filhos recebendo salário de empregada doméstica?

“Sou mulher preta, guerreira que conquistou o mundo e quero que outras saibam que é possível”, foi a declaração da judoca Beatriz Rodrigues Souza depois de conquistar a medalha de ouro na categoria.

Ou será que esse país sabe que Valdileia Martins, que teve que desistir da disputa do salto em altura por causa de lesão, é filha de assentados do Pontal do Tigre, em Querência do Norte, Paraná? E que ela aprendeu a saltar com vara de pesca e sacos com palha de arroz, seus primeiros equipamentos caseiros, inventados pelo seu Israel, seu pai?

Será que a elite nossa reconhece a trajetória de boa parte das jogadoras negras de futebol ou da equipe de vôlei, e a trilha de pedra que tiveram que enfrentar até alcançar um estádio, um ginásio esportivo, num país onde o futebol feminino nem chega aos pés do milionário escrete masculino?

Será que esse país, que festeja medalhas, seja de ouro, prata ou bronze – e foram 20 medalhas, o Brasil, no total de medalhas, na frente de muito país “bacana e branquela”-, se dá conta que dos 316 presídios femininos ou mistos instalados no Brasil apenas 51 têm berçários e dez contam com creches?

O Brasil é, historicamente, muito injusto com os construtores de sua riqueza, com quem há séculos vem carregando o piano, desde a escravatura. Elite que também não hesitou de explorar – e continua tirando suas terras ainda hoje, quando está em disputa o marco temporal – comunidades indígenas, os primeiros e originários habitantes das terras de Pindorama.

As medalhas são negras e femininas. Que sejam bem festejadas, embora elas não caibam a essa elite, que não as merecem!

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