Da saúde digital das mulheres ao botão de despertar e ao assistente de IA: as cinco tendências tecnológicas para 2024

Foto: Igor Omilaev | Unsplash

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22 Janeiro 2024

Inteligência artificial, sustentabilidade e inclusão ganham força na maior feira de tecnologia do mundo.

A reportagem é de Isabel Rubio, publicada por El País, 13-01-2024.

Se 2023 foi o ano da Web 3, dos carros inteligentes e da telemedicina em casa, em 2024 a inteligência artificial, a saúde da mulher e as inovações para combater as alterações climáticas ganharão mais força do que nunca. Estas são as conclusões da CTA, associação organizadora da CES, a feira de eletrônica de consumo mais influente do mundo. Nesta edição, realizada esta semana em Las Vegas, mais de quatro mil expositores mostraram alguns dos dispositivos mais inovadores do planeta e anteciparam quais serão as tendências tecnológicas que dominarão 2024.

Saúde da mulher

A saúde é uma das áreas que mais se beneficiará com a inteligência artificial. É o que afirma Brian Comiskey, diretor de programas temáticos do CTA, que prevê que haverá avanços nos cuidados primários, chatbots e ferramentas de telemedicina. Refere-se então à sigla ChatGPT, que significa transformador generativo pré-treinado. “A tecnologia de transformadores pode ser usada para prever sequências de proteínas em nível atômico, o que poderá revolucionar a descoberta de medicamentos”, afirma este executivo da CTA.

A saúde da mulher também assume particular importância este ano, segundo Jessica Boothe, diretora de estudos de mercado do CTA. “As mulheres representam 50% da população e estamos vendo um foco tecnológico nelas”, diz ela. A especialista destaca inovações como a Amira Health, pulseira que utiliza IA para prevenir a falta de sono causada pelas ondas de calor durante a menopausa.

A "mágica" do ChatGPT

“A IA generativa, com ferramentas que pareciam funcionar como mágica, como o ChatGPT, tem sido objeto de intenso entusiasmo. Mas o ecossistema de inteligência artificial vai muito além: dos chips aos robôs, passando pelo hardware” , afirma Comiskey. Na verdade, a Microsoft anunciou a primeira mudança em seu teclado em quase 30 anos: uma tecla para ativar o assistente de IA do Windows.

A IA também desempenha um papel cada vez mais importante em áreas como os gêmeos digitais, a robótica e a automação residencial. Nos últimos cinco anos, o CTA investigou as percepções dos consumidores sobre esta tecnologia. Embora a maioria o associe à inovação, ao futurismo e à inteligência, existe a preocupação quanto às suas possíveis consequências na desinformação, na privacidade e na perda de emprego. Segundo a associação, há um consenso geral sobre a importância da regulação.

Sustentabilidade

O Acordo de Paris contra as alterações climáticas entrou em vigor em 2016. “Até 2030, a maioria das metas deverá ser alcançada. Agora estamos na metade do caminho”, diz Comiskey. Entre as invenções mais notáveis em termos de sustentabilidade, segundo a CTA, está uma fazenda inflável para cultivar alimentos de forma sustentável em desertos e áreas afetadas pela seca. Também células solares Exeger, que transformam qualquer tipo de luz em energia elétrica e podem ser integradas em todos os tipos de dispositivos: desde fones de ouvido até alto-falantes sem fio, e-books ou rastreadores de animais de estimação.

Gigantes da tecnologia como Panasonic, Samsung e LG têm dedicado parte das suas principais conferências na CES a falar das suas estratégias nesta área. “A ciência é clara. Devemos acelerar os esforços. Caso contrário, a consequência será a morte”, disse Hirotoshi Ueharra, diretor executivo responsável pela qualidade e meio ambiente da Panasonic. Entre os planos desta empresa, que convidou o EL PAÍS para a CES, está aproveitar paredes e janelas para gerar energia solar. Na feira apresentou painéis com diferentes graus de opacidade para que qualquer superfície exterior possa gerar energia renovável.

A eterna promessa dos táxis voadores

A CES é uma vitrine onde os mais modernos barcos, veículos de construção, motocicletas elétricas e carros voadores do mundo são exibidos ano após ano. Há anos, diversas empresas exibem seus protótipos de táxis voadores. A história se repete continuamente. Nesta edição, a empresa Advanced Air Mobility do Hyundai Motor Group apresentou o S-A2, um táxi capaz de voar a 193 quilômetros por hora. Mas é provável que ainda demore anos até que estes tipos de veículos cheguem em massa ao mercado. A empresa coreana espera que este dispositivo suba aos céus em 2028.

Embora os táxis voadores ainda sejam uma promessa a cumprir, os veículos elétricos já são uma realidade. O CTA os compara a smartphones sobre rodas e analisa em relatório o que os usuários procuram ao adquirir esses veículos. “Eles procuram evitar a ansiedade em relação à bateria e à autonomia”, diz Boothe, que destaca que o ideal é que haja uma grande rede de carregadores que permita carregar o carro tão rapidamente quanto um posto de gasolina tradicional. Os compradores também prestam atenção à segurança, aos custos e à gestão ambiental: “Saber que não terão mais de comprar gasolina faz com que se sintam bons cidadãos e ambientalmente responsáveis. Se também acreditarem que o custo compensará a longevidade do carro, sentir-se-ão no controle das suas finanças”.

Tecnologia, inclusão e deficiência

“Tal como a inteligência artificial e a sustentabilidade, a inclusão representa uma tendência horizontal que atravessa todas as indústrias para garantir que os projetos sejam acessíveis a todos”, destaca Boothe. Soma-se a isso que empresas com uma equipe de gestão diversificada obtêm 19% mais receitas devido a uma maior inovação, segundo a consultoria Boston Consulting Group.

Por isso, cada vez mais empresas procuram formar uma equipe diversificada e desenvolver soluções inclusivas para pessoas com deficiência ou idosos, segundo a CTA. É o caso da Garmin, que apresentou na CES um rastreador de atividade física que possui um modo para pessoas em cadeiras de rodas. Com o rastreador, eles podem monitorar os impulsos que dão e os treinos desenvolvidos especificamente para eles. Para pessoas com problemas auditivos, a EssilorLuxottica criou óculos com alto-falantes que visam evitar o estigma a que pode estar exposto quem usa aparelhos que amplificam sons nos ouvidos. “Com esses óculos, quanto mais barulhento for o ambiente, mais perceptível será a diferença”, explica Stefano Genco, diretor global de Nuance Audio da EssilorLuxottica.

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