Nicarágua. “Sabemos que todas as acusações feitas à UCA são completamente falsas”, afirma Superior Geral dos jesuítas

Foto: Divulgação UCA

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

18 Agosto 2023

  • Sosa denuncia a "medida injusta de apreensão e confisco dos bens da Universidade Centro-Americana (UCA) de Manágua" por parte "das instituições que compõem o atual regime de governo na Nicarágua".

  • "Um julgamento justo, com uma justiça imparcial, revelaria a verdade de toda a trama que o governo vem executando desde os protestos juvenis de 2018, contra a UCA, contra muitas outras obras da Igreja Católica e contra milhares de instituições da sociedade civil, com o objetivo de sufocá-las, fechá-las ou apropriar-se delas".

A informação é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 17-08-2023.

"Sabemos que todas as acusações feitas à UCA são totalmente falsas e sem qualquer fundamento". O Prepósito Geral da Companhia de Jesus, Arturo Sosa, SJ, enviou uma carta contundente ao Provincial dos jesuítas centro-americanos expressando sua "grande surpresa e maior dor" diante da "injusta medida de apreensão e confisco dos bens da Universidade Centro-Americana (UCA) de Manágua" por parte das "instituições que compõem o atual regime de governo na Nicarágua".

No documento, Sosa demonstra "minha solidariedade e a de toda a Companhia de Jesus" pelo trabalho que a UCA vem realizando no país desde 1960. Um serviço que defende "a causa da justiça e da verdade", promovendo "o direito ao pensamento e a uma educação aberta, democrática e livre", comprometido com "a defesa dos direitos e da vida dos mais desfavorecidos".

No entanto, após o confisco dos bens, "também foi negado o direito à defesa legítima", adverte o líder jesuíta, acrescentando que "um julgamento justo, com uma justiça imparcial, revelaria a verdade de toda a trama que o governo vem executando desde os protestos juvenis de 2018, contra a UCA, contra muitas outras obras da Igreja Católica e contra milhares de instituições da sociedade civil, com o objetivo de sufocá-las, fechá-las ou apropriar-se delas".

"Com calúnias semelhantes, eles também ultrajaram os direitos de muitas pessoas, sua reputação, sua vida e seus bens", acrescenta Sosa, que se une ao apelo "para que essa medida judicial contra a UCA seja revertida e corrigida", para que "cesse a agressão governamental contra ela e seus membros" e "se abram caminhos de diálogo com base na verdade, liberdade e direito à qualidade da educação da juventude e de todo o povo da Nicarágua".

"Mais uma vez e de maneira particular neste momento de desafio, por permanecerem fiéis a Jesus de Nazaré, reitero meu apoio e o de toda a Companhia de Jesus", conclui a carta.

Leia mais