Agência da ONU afirma que ondas de calor serão cada vez mais frequentes e intensas

Foto: Goldeal | Getty Images Canva

Mais Lidos

  • Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República

    LER MAIS
  • Pesquisadora reconstrói a genealogia do ecofascismo e analisa as apropriações autoritárias do pensamento ambiental, desde o evolucionismo do século XIX e o imaginário “ecológico” nazista até suas mutações contemporâneas. Ela examina novas formas de “nacionalismo verde” e explica como a crise climática é instrumentalizada pela extrema-direita para legitimar exclusões, fronteiras e soluções antidemocráticas

    Ecofascistas: genealogias e ideias da extrema-direita "verde". Entrevista com Francesca Santolini

    LER MAIS
  • A guerra dos EUA e Israel com o Irã: informação, análise e guerra assimétrica. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Julho 2023

Organização Metereológica Mundial alerta para riscos específicos de altas temperaturas durante período noturno.

A reportagem e edição é de Leandro Melito, publicada por Brasil de Fato, 18-07-2023.

Ondas de calor intenso devem aumentar em frequência, intensidade e duração. Este é o alerta da Organização Metereológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) que foi fundada em 1950.

O posicionamento nesta terça-feira (18) por parte da agência, em uma coletiva de imprensa para jornalistas, ocorre em um momento de recordes de temperatura no hemisfério Norte, onde é verão. No início de julho, o planeta bateu por dois dias consecutivos o recorde de temperatura média. De acordo com a OMM, a onda de calor não está perto de acabar.

A OMM também anunciou que está monitorando possíveis novos recordes, o que impactará seu relatório sobre o estado climático do planeta.

John Nairn, conselheiro sênior da OMM, afirma que as temperaturas altas são especialmente preocupantes para a saúde humana no período noturno. "Altas temperaturas noturnas contínuas são particularmente perigosas, porque o corpo é incapaz de se recuperar do calor prolongado. Isso leva ao aumento de casos de ataques cardíacos e morte”, afirmou.

De acordo com a agência da ONU, cerca de 60.000 mil mortes ocorreram no último verão europeu por conta deste fenômeno. Nairn lembra que o risco é maior para idosos e que, com o envelhecimento da população, a incidência deste tipo de caso deve também aumentar.

O consultor classificou a onda de calor extremo como "consequência da mudança climática". "Estamos perdendo o gelo do Pólo Norte e isso está reforçando esse mecanismo e continuará por algum tempo", complementou.

A ONU ainda destaca que os efeitos do calor extremo são intensificados por variáveis sociais, como as condições de habitação da população mais pobre e que, neste sentido, governos devem tomar medidas para identificar pessoas que estão sob risco mais elevado de morte durante a permanência das altas temperaturas.

Leia mais