Maioria dos trabalhadores do mundo está estressada

Foto: Tim Gouw | Unsplash

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11 Agosto 2022

 

Pesquisa do State of the Global Workplace 2022 (Estado do Trabalho Global 2022), relatório da Global Analytics e consultoria do Gallup, constatou que o estresse de trabalhadores atingiu o pico histórico no ano passado. Na pesquisa, 60% dos/as trabalhadores/as relataram que se sentiam emocionalmente desconectados de seus empregos.

 

Gallup apurou que apenas 21% do universo pesquisado estão engajados com o seu trabalho, mas há diferenças regionais. Estados Unidos e Canadá contam com trabalhadores/as mais engajados (33%), mas que somam apenas um terço da força de trabalho. Depois vem o sul da Ásia, com 27%, Sudeste Asiático, com 24%, América Latina e Caribe, com 23%, África Subsaariana, com 21%, aparecendo a Europa em último lugar, com 14%.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

“Não são apenas as horas, o desequilíbrio ou a localização que deixam os trabalhadores insatisfeitos. É o que está acontecendo no trabalho que os torna infelizes”, arrolou no relatório o CEO do Gallup, Jon Clifton. Trabalhadores em todo o mundo são emocionalmente desconectados em seus empregos. Apenas 9% sentem-se prósperos e engajados.

 

Clifton explicou que, num dos maiores estudos sobre burnout (transtorno de ansiedade relacionado ao trabalho), o Gallup constatou que a maior razão desse fenômeno ocupacional está relacionado ao “tratamento injusto no trabalho”. O segundo motivo está relacionado a “uma carga de trabalho incontrolável, comunicação pouco clara dos gerentes, falta de suporte do gerente e pressão de tempo irracional”.

 

Clifton mencionou ainda que muitas das razões por trás de empregos ruins podem ser atribuídas a chefes ruins. “Consiga um mau (chefe) e é quase garantido que você odeie seu trabalho”, escreveu no relatório que acompanha o Estado do Trabalho Global. “Um chefe ruim vai te ignorar, te desrespeitar e nunca te apoiar. Ambientes como esse podem deixar qualquer um infeliz”.

 

Em apenas duas regiões do mundo – Austrália/Nova Zelândia, com 63%, e Estados Unidos/Canadá, com 60% – trabalhadores/as disseram que estavam prosperando no trabalho.

 

O relatório concluiu que vale a pena ter trabalhadores prósperos. “Unidades de negócios com trabalhadores engajados têm lucro 23% maior em comparação com unidades de negócios com trabalhadores miseráveis”.

 

“A solução é simples assim: melhores líderes no local de trabalho”, arrolou Clifton. Chefias que saibam ouvir, colaborar. “Grandes gerentes ajudam os colegas a aprender e crescer, reconhecem seus colegas por fazerem um ótimo trabalho e fazem com que se sintam realmente preocupados. Em ambientes como esse, os trabalhadores prosperam”, afirmou.

 

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