Dos casais gays ao sacerdócio feminino: o impulso reformista que vem da Alemanha

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13 Abril 2022

 

Bênção dos casais gays, abolição do celibato obrigatório para os padres, sacerdócio feminino, comunhão para os divorciados: quem deu início e guiou a “fuga aperturista para a frente” de uma parte da Igreja sobre os temas sensíveis (sensibilíssimos) foram os bispos alemães, por meio do seu sínodo.

 

A reportagem é de Domenico Agasso, publicada em La Stampa, 12-04-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

As Sagradas Salas da Alemanha são o epicentro de uma aceleração reformista que agora está se propagando para vários países, incluindo a Itália. E que no Vaticano e em várias dioceses europeias, a começar por exemplo pelas polonesas, está agitando o sono de inúmeros prelados. Paira até o fantasma de uma divisão.

 

Em Berlim, os bispos estão trabalhando em um “caminho sinodal” que quer ser “vinculante”. Roma replicou: somente a Santa Sé pode decretar sobre esses temas. Não foi o suficiente. E a tensão aumenta. Também porque, no caldeirão de encontros do episcopado alemão, a Comissão para o Matrimônio e a Família divulgou um texto que fez barulho: “Houve um acordo sobre o fato de que a preferência sexual do ser humano se expressa na puberdade e assume uma orientação hetero ou homossexual. Ambas pertencem às formas normais de predisposição sexual, que não podem nem deveriam ser modificadas com a ajuda de uma socialização específica”. É uma declaração que empurra para a “normalização” da concepção da homossexualidade na Igreja.

 

Além disso, em terras teutônicas, os grandes jogadores estão se movendo, começando pelo presidente da Conferência Episcopal, Dom Georg Bätzing. Em plena sintonia com o predecessor, Reinhard Marx, cardeal arcebispo de Munique.

 

O purpurado celebrou recentemente uma missa pelo “20º aniversário da pastoral queer”. Na homilia, pediu “uma Igreja inclusiva, que abra as portas a todos aqueles que desejam trilhar o caminho de Cristo”. E definiu como “chocante” a discriminação feita “por cristãos contra a comunidade homossexual”.

 

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