Fluxo migratório mundial cresce com a incidência da pandemia

Mulheres se despedindo na fronteira da Colômbia com a Venezuela. Foto: Voz de America

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Julho 2021

 

Migrantes constituem um grupo que soma quase 5% da mão-de-obra global – 169 milhões de pessoas, 99 milhões são homens, 70 milhões são mulheres - indica relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as condições laborais em 2019. Daquele total, 6,8 milhões são jovens.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

O relatório mostra que 86,% de trabalhadores/as migrantes está em idade ativa, com idades entre 25 e 64 anos. Desse exército de mão-de-obra, 62,2% trabalham no setor de serviços, 26,7% na indústria e 7,1% na agricultura.

A crise da covid-19 piorou o quadro, de modo especial para mulheres, mais ativas em empregos mal remunerados, pouco qualificados, ressentidas de acesso à proteção social. Via de regra, trabalhadores/as migrantes não têm emprego fixo, operam na economia informal, desprovidos/as de qualquer proteção e agravamento das condições de trabalho.

A América Central é, depois do Mediterrâneo Central, a região mais violenta em número de mortes de migrantes, aponta outro estudo, sobre “Abusados e Negligenciados – Uma Perspectiva de Gênero no Agudizado Contrabando de Migrantes”, divulgado no dia 28 de junho pelo Escritório da ONU sobre Drogas e Crimes (UNODC).

Migrantes que usam redes de contrabando para fugir de seus países de origem, salienta o estudo, sofrem geralmente violência, tortura, estupro e sequestro durante o trânsito ou cativeiro. Migrantes do sexo masculino passam por trabalhos forçados e violência física, enquanto as mulheres estão mais expostas à violência sexual.

Pessoas em desespero pagam para deixar o país natal. Elas podem estar fugindo de desastres naturais, conflitos, perseguições, ou procurando oportunidades de emprego, educação e reencontro familiar. Em novembro de 2020, por exemplo, a América Central sofreu a ação de dois furacões – Eta e Iota – em menos de duas semanas, atingindo 5 milhões de pessoas.

A pandemia fez com que, em muitas situações, oficiais de guarda de fronteira, integrantes de forças policiais, passassem a exigir subornos mais elevados de contrabandistas e migrantes para evitar sua detenção ou interrogatórios. Migrantes relutam em denunciar abusos por temer que sejam tratados como criminosos por causa da sua situação irregular.

 

Leia mais