Jornalismo não é crime, proclama Fenaj no Dia da Liberdade de Imprensa

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Mai 2021

 

A defesa irrestrita da livre circulação da informação jornalística é uma luta constante no Brasil, anuncia nota da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) emitida por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado na segunda-feira, 3 de maio. Embora esse princípio esteja consagrado na Constituição Federal, infelizmente “o cenário que se apresenta aos jornalistas é o de ataques ao exercício da profissão” e de “extrema violência contra a categoria”, denuncia a nota.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Um dos principais agressores é justamente o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, responsável por 40,89% dos casos computados no ano passado. Foram registradas 428 ocorrências – 105,77% a mais do que em 2019. Só nos primeiros meses de 2021 aconteceram “ao menos 15 situações de agressão, censura, cerceamento, ataques e violência direta contra jornalistas no exercício da profissão”, aponta a Fenaj

Na prática, prossegue a declaração, “ao impedir o livre exercício do Jornalismo, os agressores de jornalistas atentam contra o direito humano fundamental da sociedade ser informada”. A nota enfatiza que “práticas violentas contra o trabalho dos operários e operárias da notícia são características de regimes totalitários e devem ser amplamente combatidas por todos os segmentos sociais. No Brasil, cada jornalista calado por força de violências de qualquer natureza ou magnitude põe em risco a própria democracia no país.” 

Este ano, a Declaração de Windhoek completa 30 anos. Em 1991, evento da Unesco reunidos na Namíbia buscava promover uma mídia africana independente e pluralista. Resultou do encontro a declaração pela liberdade de imprensa adotada mundialmente para defender o estabelecimento, a manutenção e a promoção de uma mídia livre, independente e plural. 

Daí que a Fenaj proclama neste Dia Mundial da Liberdade de imprensa que “jornalismo não é crime”, mas “um bem público essencial à democracia”.

 

Leia mais