Pesquisa mostra afastamento de jovens dos serviços religiosos nos EUA

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29 Abril 2021

 

“Antes da pandemia Covid-19, com que frequência você costumava participar de um serviço religioso?” Essa foi uma das perguntas dirigidas, em pesquisa que a Echelon Insights realizou para a Young America’s Foundation (YAF), uma organização conservadora de defesa da juventude, divulgada na semana passada.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

O levantamento indicou que 27% dos estudantes do ensino médio e universitário “nunca” compareceram a serviços religiosos, mesmo antes da pandemia. Um total de 801 alunos do Ensino Médio e 819 estudantes do ensino superior, entre 13 e 24 anos de idade, foram ouvidos, de 30 de março a 7 de abril, sobre várias questões, como impostos, economia, coronavírus, educação e política

Quase um quarto dos jovens estadunidenses (24%) disseram que frequentam serviços religiosos pelo menos uma vez por semana. Outros 15% relataram que participam de serviços religiosos “algumas vezes por ano”, enquanto 12% revelaram que só participam de serviços religiosos em feriados religiosos. 

No questionário, 48% d@s entrevistad@s não se identificaram com alguma religião em particular; 16% preferiram “não dizer” sua aderência religiosa; 15% listaram sua religião como “outra coisa”; 10% se identificaram como ateus e 7% se autodenominaram agnósticos. 

Dos que indicaram sua pertença religiosa, 23% se disseram católicos, 14% cristãos evangélicos protestantes/renascidos, 6% mórmons, 4% judeus, 3% protestantes tradicionais e 2% muçulmanos. 

Em entrevista para o The Christian Post, a porta-voz da YAF, Kara Zupkus, atribuiu a baixa frequência religiosa de jovens estadunidenses “a uma tendência em nossa cultura”, que idolatra a cultura pop e políticos. A reversão dessa tendência, disse, “tem que começar na família”. Ela sugeriu às igrejas recorrerem às redes sociais para alcançar os jovens. 

Zupkus frisou que a baixa frequência de jovens à igreja tem implicações negativas para o discurso político nos Estados Unidos. “O clima atual na América, com toda a divisão e ódio, ao que parece, por outros americanos, realmente se origina dessa falta de religião”, analisou. Ela entende que estadunidenses têm que “retornar às raízes” e restaurar a fé na juventude.

 

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