“Ecologia com espírito dentro”: sobre Povos Indígenas, Xamanismo e Antropoceno

Obra de Carmézia Emiliano | Sesc Divulgação

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19 Mai 2021

 

“O desafio de pensar o Antropoceno em termos não ocidentais parece necessário porque o perigo de uma história única , com um único protagonista/sujeito, já foi muitas vezes realçado. A partícula antropos no nome antropoceno não está livre desta história única e universal, é então preciso disputá-la. Stay with the human trouble, como diz Deborah Bird Rose , utilizando e torcendo os termos de Donna Haraway. Foi por optar em permanecer com tal problema, creio, que Eduardo Viveiros de Castro afirmou, num texto recente , que o desafio atual para a antropologia seria o de conectar a evocação e implicação de uma variedade de modos de existência com a ‘refiguração anamórfica do planeta quando visto de dentro’, como observado por Arènes, Latour e Gaillardet”, escreve a Profa. Dra. Nicole Soares-Pinto para os Cadernos IHU Ideias número 316.

Nicole Soares-Pinto é professora do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo. Doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília e mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná.

“Minha contribuição ao tema se deve à interlocução que tenho cultivado com os Djeoromitxi (povo de língua Macro-Jê) e o conjunto de povos a eles aparentados e moradores da Terra Indígena Rio Guaporé, em Rondônia. São os povos do conjunto multiétnico e plurilíngue conhecido como Complexo do Marico, originários dos afluentes da margem esquerda do médio rio Guaporé, na Amazônia meridional, cujo curso forma a parte da divisa entre Brasil e Bolívia, entre eles os Wajuru, Makurap, Tupari, Aruá, Arikapo, e outros mais recentemente conhecidos, os Cujubim, Kanoé e Massacá. Meu interesse é expor a discussão do antropoceno e suas cascatas de extinções à crítica dos conceitos e mundos indígenas”.

 

Imagem: Capa dos Cadernos IHU Ideias número 316, de Nicole Soares Pinto.

 

Além da introdução, o texto está estruturado em duas partes:

Desmatar versus “conversar com o mundo”

Extinção e/ou afastamento

O artigo pode ser acessado na íntegra aqui.

O estudo aqui apresentado foi desenvolvido a partir da fala de Nicole para o ciclo de palestras IHU Ideias que ocorre semanalmente, toda quinta-feira, das 17h30min às 19h.

 

 

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