Morreu Padre Bartolomeu Sorge

Padre Bartolomeu Sorge. | Foto: Youtube/Tv 2000

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03 Novembro 2020

O Padre Bartolomeu Sorge morreu. Foi divulgado pelas fontes jesuítas. Padre Sorge morreu em Milão, ele tinha 91 anos. Jesuíta ex-diretor de La Civiltà Cattolica, teólogo e cientista político, grande especialista da doutrina social da Igreja, do padre Sorge também se lembra seu engajamento contra a máfia.

A reportagem é publicada por agência AdnKronos, 02-11-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

O padre Sorge nunca deixou, nem mesmo nos últimos tempos, de dar sua contribuição também nas redes sociais ao entrar em campo contra os decretos de segurança de Salvini: "Estão impregnados de racismo, devem ser revogados", disse ele. O jesuíta também interveio quando o cardeal Ruini disse que era necessário dialogar com Salvini: "Ruini está errado em abençoar Matteo Salvini. O Vaticano fez o mesmo com o Duce".

Sorge não poupou críticas nem mesmo a Matteo Renzi quando efetuou a cisão ao fundar “Italia viva”: “Renzi, como Berlusconi e Salvini – disse-nos ele – tem a síndrome do salvador da pátria”. Em seu último livro, ele revelou que soube que João Paulo I queria enviá-lo como patriarca em Veneza em seu lugar, que ficara vago após sua eleição para o pontificado. Providencialmente, o cardeal Antonio Poma, presidente da CEI, se opôs e venceu. Por duas razões. A primeira foi que, depois da carta de Enrico Berlinguer ao bispo Luigi Bettazzi, eu esperava que os católicos não temessem o confronto cultural com os comunistas. A segunda, que desde o relatório final que apresentei na conferência da Igreja italiana sobre "Evangelização e promoção humana" (1976), prevendo o fim do partido da DC, eu me empenhava muito para encontrar uma nova forma de presença política dos católicos na Itália, diferente do Partido Democrata Cristão. Foi assim que perdi a gôndola ...", ele nos contou.

O Padre Sorge na sua longa vida – ele mesmo o confidenciou em 2019 ao L'Espresso – tinha três sonhos: "tornar-me um santo sacerdote jesuíta; comprometer-me com todas as minhas forças na construção da cidade do homem; construir com fé e amor a Igreja do Concílio, renovada, livre de poder, pobre, em diálogo com o mundo.

O primeiro sonho, infelizmente, ainda continua um sonho, mas estou confiante de que o Senhor o cumprirá. Vi o segundo sonho tornar-se realidade progressivamente ao longo da minha vida, especialmente nos anos 1980, quando tive que enfrentar a máfia que na Sicília visava o coração do estado. Nos onze anos que vivi em Palermo, passei quase todo o tempo com escolta armada. Agostino Catalano, um dos meus "anjos", explodiu com Paolo Borsellino. Infelizmente não pude estar perto dele e de sua família, porque estava na América Latina. Persigo meu terceiro sonho há 50 anos, metade dos quais no La Civiltà Cattolica, ao lado de três grandes papas”.

 

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